Estudo aponta que mulheres CEOs ficam menos tempo no cargo do que homens; entenda
Pesquisa da Russell Reynolds aponta que mandato de mulheres como CEO é 3 anos mais curto do que o de homens na mesma posição
A pesquisa "Índice Global de Rotatividade de CEOs", mapeamento global da consultoria especializada em lideranças Russell Reynolds, indica que as poucas mulheres que conseguem se tornar CEOs permanecem, em média, três anos a menos no cargo do que homens. Enquanto os executivos costumam permanecer na presidência por aproximadamente oito anos, as mulheres permanecem por cerca de cinco anos, mostram dados desde 2018.
O índice aponta ainda que as mulheres na presidência têm risco 33% maior de demissão. A alta rotatividade das executivas é destaque em todos os cenários, ainda que o desempenho da empresa seja positivo, mostrando que as causas envolvidas no desligamento são culturais e estruturais, explica a consultora da Russell Reynolds e porta-voz do estudo, Aline Benvengo Larangeira.
"Quando o negócio vai bem, as chances de um CEO homem ser demitido é muito menor", diz a especialista, acrescentando que há um julgamento mais forte por parte do conselho com as mulheres. Enquanto a maior parte dos executivos deixa o cargo de CEO por conta da aposentadoria (31%), entre as mulheres, a demissão (32%) é o maior motivo para encerrar o mandato.
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