Estadão faz série de debates sobre o que esperar do novo governo, na reta final das eleições
Numa campanha marcada pela pobreza do debate, ideia é discutir o que poderá ser uma gestão Lula ou Flávio Bolsonaro a partir de 2027, principalmente no campo econômico
O Estadão promove nesta semana uma série de debates ao vivo com economistas e empresários para discutir os desafios do próximo governo. Os encontros abordarão a situação das contas públicas e a dívida crescente, propostas da sociedade civil com nomes como Pedro Parente e Roberto Gianetti da Fonseca para acelerar o crescimento, além dos gargalos na proteção social e no mercado de trabalho em meio à restrição fiscal do País. A iniciativa visa qualificar o debate econômico na reta final da eleição.
A partir desta segunda-feira, 19, o Estadão realiza uma série de debates ao vivo com empresários e economistas sobre os desafios econômicos que serão enfrentados pelo próximo governo e o que esperar do novo governo, seja ele comandado por Lula ou por Flávio Bolsonaro. Numa campanha marcada pela pobreza do debate, a ideia é trazer a público discussões sobre propostas que acelerem o crescimento do País.
Na segunda-feira, 19, às 15 horas, Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, e Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da ARX Investimentos, discutem os desafios fiscais do Brasil para o próximo governo.
A situação das contas públicas do País é preocupante porque não há, por ora, uma expectativa de que a dívida pare de crescer, o que amplia a percepção de risco dos investidores. Em agosto, no último dado divulgado, a dívida bruta como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) chegou a 82,9% — o maior patamar desde março de 2021, em meio à pandemia.
Na terça, 20, às 16 horas, será a vez dos empresários Pedro Parente e Roberto Gianetti da Fonseca apresentarem as propostas da sociedade civil relativas à economia, que já foram levadas aos presidenciáveis.
Parente, ex-presidente da Petrobras, da BRF e da Bunge Brasil, foi um dos participantes do Brasil Adiante, série de debates promovidos pelo Estadão, que apresentou soluções para o País em quatro grandes eixos temáticos.
Já Roberto Gianetti é presidente da Kaduna Consultoria e elaborou a carta de compromisso do Grupo Parlatório, com 14 pilares temáticos, e também a apresentou a Lula (PT) e a Flávio Bolsonaro (PL). O Parlatório é composto por 380 empresários, executivos e lideranças da sociedade civil que representam cerca de 40% do PIB brasileiro.
Ambos têm larga experiência e já ocuparam cargos públicos. Parente, além de presidente de grandes empresas, ocupou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil e de Minas e Energia, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Gianetti ocupou o cargo de secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex) entre 2000 e 2002, também durante o governo FHC.
No debate, Parente e Gianetti falarão das propostas do Brasil Adiante e do Parlatório, que envolvem tanto diretrizes macroeconômicas quanto reformas microeconômicas e regulatórias. Entre elas, metas de crescimento e ajustes, consolidação fiscal e de gastos públicos, estrutura tributária, crédito, produtividade, indústria, sustentabilidade e energia.
Na quinta-feira, 22, Laura Muller Machado, professora do Insper, e Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre) discutem os desafios da próxima administração federal na área da proteção social e do mercado de trabalho.
Embora o Brasil lide com um cenário de pleno emprego e redução da pobreza, há uma série de lacunas que o País precisa endereçar para avançar na comunicação entre emprego e benefícios sociais. Num cenário atual de restrição fiscal, os especialistas também dizem que o País pode reorganizar melhor os seus recursos para alcançar números melhores na área social.
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