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ESM prevê recessão na zona do euro se venda de ativos nos EUA e guerra no Oriente Médio coincidirem

6 jul 2026 - 07h07
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Um novo conflito ‌no Oriente Médio e uma onda de vendas de ativos dos Estados Unidos são os dois maiores riscos para a zona do euro, os quais, se ocorrerem simultaneamente, podem levar a região à recessão e elevar a inflação para ⁠cerca de 5%, afirmou o Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) em ‌um relatório divulgado nesta segunda-feira.

A Europa está hoje muito mais exposta aos mercados financeiros norte-americanos do que há ‌uma década. A exposição do PIB ‌da zona do euro aos Estados Unidos ficou em ⁠47% no ano passado, em comparação com 18% em 2013, informou o ESM em seu primeiro relatório anual, intitulado "Euro Area Stability Watch".

"A crescente incerteza política, as preocupações com a sustentabilidade fiscal a longo prazo e as valorizações exageradas das ‌ações, baseadas em expectativas de lucros relacionados à inteligência artificial, ‌criam o potencial ⁠para uma correção ⁠repentina nos preços dos ativos com origem nos EUA", afirmou o ⁠relatório.

O ESM, um fundo ‌europeu de crise avaliado ‌em mais de 430 bilhões de euros, destacou essa vulnerabilidade juntamente com a possibilidade de um novo choque de energia no Oriente Médio.

A guerra no Irã teve um ⁠grande impacto nos mercados globais de energia e nas cadeias de oferta devido ao fechamento, por quatro meses, do Estreito de Ormuz. Os negociadores norte-americanos e iranianos ainda não chegaram a um ‌acordo de paz duradouro desde o acordo provisório firmado no mês passado.

Se ambos os riscos se concretizarem, o PIB da ⁠zona do euro poderá crescer apenas 0,6% em 2026 e sofrer uma contração de 0,4% em 2027.

"A zona do euro possui carteiras de investimentos nos Estados Unidos que são grandes e estão em crescimento. No final de 2025, os Estados Unidos representavam quase metade do total das carteiras globais da zona do euro — 59% das posições em ações e 36% da dívida, em comparação com cerca de um terço em 2013", afirma o relatório.

"Portanto, uma reavaliação significativa dos ativos dos EUA traria perdas diretas substanciais para os investidores europeus."

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