Entenda o que explica a multiplicação de arranha-céus com mais de 100 metros de altura pelo Brasil
Construções se espalham por cidades brasileiras, oferecendo ao comprador vistas privilegiadas, exclusividade e alto padrão
Arranha-céus acima de 100 metros estão se multiplicando no Brasil devido a alterações em planos diretores, inovação no mercado imobiliário e busca por luxo, enfrentando desafios técnicos, culturais e de impacto urbano.
Arranha-céus com mais de 100 metros estão se tornando mais comuns em algumas cidades brasileiras, em Estados como São Paulo, Ceará, Goiás e Mato Grosso: o País tem hoje mais de 140 projetos de construções do tipo, sendo metade deles acima de 150 metros. Os dados são da organização sem fins lucrativos Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH).
Há ainda prédios em fase de proposta ou sendo construídos que têm até mais de 200 metros de altura, sendo a maioria deles em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, que tem o residencial mais alto do País, o Senna Tower, previsto para 2032, com 544 metros. Para efeito de comparação, a grande maioria dos prédios residenciais no Brasil têm até 80 metros.
O aumento de arranha-céus no mercado é resultado tanto de alterações em planos diretores de várias cidades, como também de uma busca por inovação de empresários do mercado imobiliário. Essas construções oferecem ao comprador vistas privilegiadas, exclusividade e alto padrão, mas enfrentam também complexidades técnicas e culturais, com custos elevados, exigência de inovação em engenharia e cuidados com legislação e impacto urbano.