Empresa que ‘digitaliza saneamento' teve receita de R$ 10 milhões e quer dobrar valor para 2024
Startup Augen foi criada em 2018 no Rio Grande do Sul e quer estar em todo Brasil; conheça
No Brasil, mais de 32 bilhões de litros de água são consumidos diariamente. Toda essa água é produzida e distribuída por processos tradicionalmente manuais. É o que explica a Augen, startup criada em 2018 que se propõe a modernizar essa realidade e movimentou receita de R$ 10 milhões neste ano 'digitalizando a água’.
A empresa do Rio Grande do Sul integra, em um único produto, todas as camadas da transformação digital, gerando dados precisos, organizados em informações e transformados em conhecimento. “Nossa tecnologia leva o protagonismo do tratamento de água para a mão do gestor, tornando-se uma ferramenta de inteligência de negócios. E esses produtos permitem inúmeras combinações, atendendo a diferentes necessidades no processo de saneamento”, explicou ao Terra Fabricio Butierres Santana, doutor em Engenharia Química e diretor executivo da empresa.
Atualmente a empresa é sediada no Parque Tecnológico da Universidade Federal de Rio Grande (FURG) e seus serviços estão presentes em 15 cidades em 3 estados.
Quais os diferenciais desse serviço?
• Redução de custos operacionais: garante que o saneamento possa ser universalizado, chegando a comunidades periféricas;
• Garantia de qualidade da água distribuída: os impactos na promoção do saneamento em áreas como saúde, educação, trabalho, turismo, entre outras, só serão atingidos na plenitude se a água entregue para cada pessoa estiver dentro dos padrões de qualidade - algo complexo de ser acompanhado por processos manuais.
• Aceleração do ciclo de geração de conhecimento, tornando as decisões assertivas.
Faturamento
“Nos últimos 3 anos crescemos mais de 300%, alcançando em 2022 mais de 2.5 milhões de dólares em contratos, gerando uma receita de aproximadamente de 10 milhões de reais em 2023”, ressalta Fabrico.
Tudo começou com recursos próprios. Até que, neste ano, receberam R$ 4 milhões de investimento pelo Fundo GovTech, que tem como investidores as empresas Multilaser e Positivo, assim como as agências de desenvolvimento regionais Agerio e Badesul.
Para o próximo ano, a meta é obter um faturamento superior a R$ 20 milhões. Além disso, querem “concluir o processo de nacionalização” e iniciar a expansão da empresa para o exterior. Atualmente, o site oficial da empresa é disponibilizado apenas em inglês.
A empresa surgiu de uma parceria entre Fabricio, Cesar Augusto da Rosa - também engenheiro químico, - e o engenheiro mecânico Moisés Fernandes Borges. Fabrício e Cesar já atuavam há anos com saneamento e, com a Augen, foram contratados pela Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento) para um projeto especial de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para promover eficiência nas estações de tratamento de água (ETAs) e poços artesianos (PA) da companhia.