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Embraer (EMBJ3): XP vê nova fase da companhia e aponta o que mudou na tese da ação

30 jul 2026 - 15h04
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Embraer (EMBJ3)
Embraer (EMBJ3)
Foto: Suno

A Embraer (EMBJ3) entrou em uma nova fase de sua história na Bolsa, segundo análise da XP. Após uma década marcada por desafios como a tentativa frustrada de venda para a Boeing, a pandemia e gargalos na cadeia de suprimentos, a fabricante brasileira passou a apresentar um perfil estruturalmente mais lucrativo, na visão da corretora.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (29), a XP afirma que o mercado passou a projetar uma base de resultados significativamente superior à observada antes da pandemia. Atualmente, as estimativas apontam para lucro líquido entre US$ 500 milhões e US$ 680 milhões em 2026 e 2027, acima do intervalo de US$ 200 milhões a US$ 400 milhões esperado antes da Covid-19.

O que mudou para a Embraer (EMBJ3)?

Na avaliação da XP, três fatores explicam a mudança na tese de investimento da companhia.

O primeiro é a expansão da Aviação Executiva. A corretora elevou suas projeções de entregas de aproximadamente 100 aeronaves por ano para uma faixa entre 170 e 190 unidades, refletindo o aumento da capacidade produtiva da fabricante.

O segundo ponto é o fortalecimento da divisão de Defesa. Com maior visibilidade sobre programas militares, a XP revisou para cima as expectativas de receita e rentabilidade do segmento, passando a trabalhar com margens entre 10% e 12% entre 2026 e 2028.

Por fim, a casa destaca que as projeções de rentabilidade melhoraram em praticamente todas as divisões da companhia. Como consequência, suas estimativas para 2028 agora apontam para receitas, margens e geração de caixa bem superiores às previstas há poucos anos.

XP vê espaço para novas revisões

Mesmo após a forte valorização das ações nos últimos anos, a XP acredita que ainda existem fatores capazes de impulsionar novas revisões positivas nas estimativas da empresa.

Entre eles estão um ambiente competitivo mais favorável para a aviação comercial, a expansão do segmento de serviços, impulsionado pela crescente base instalada de aeronaves, e oportunidades estratégicas que ainda não aparecem nas projeções atuais, como novas linhas de montagem e possíveis parcerias em mercados como Índia e Estados Unidos.

A corretora também avalia que a Embraer passou a ser analisada cada vez mais como uma companhia global do setor aeroespacial, e não apenas como uma indústria brasileira, o que contribuiu para uma reprecificação dos múltiplos de negociação.

Apesar da volatilidade recente das ações provocada pelo cenário internacional, a XP afirma continuar enxergando um ambiente operacional favorável, potencial de alta nas estimativas de longo prazo e um momento positivo para os resultados da companhia, mantendo recomendação de compra para a Embraer (EMBJ3).

Suno
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