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Lula diz que BC independente não resolve problemas e defende interferência do presidente na economia

Petista afirma que não deve ser questionado sobre o cenário fiscal por causa dos resultados dos primeiros mandatos dele

15 set 2026 - 21h14
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Resumo
Em sabatina, o presidente Lula defendeu a intervenção do Executivo na economia e criticou a autonomia do Banco Central, alegando que ela não resolveu as crises do país. Ele garantiu responsabilidade fiscal, citando seus mandatos anteriores, e projetou controlar a inflação gerando empregos e renda em uma eventual reeleição. Por fim, classificou os cartões de crédito como "criminosos" por estimularem o endividamento recorde da população e reforçou a urgência de educar financeiramente as famílias.

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a interferência do presidente da República na economia durante sabatina para à Record; Segundo Lula, a independência do Banco Central (BC) não resolveu os problemas econômicos.

"Alguém achava que o Banco Central independente resolvia os problemas do mundo, não resolve. O que resolve é o presidente da República eleito ter o poder de interferir na economia, coisa que nós não temos mais", disse Lula.

O presidente disse também que ele não deve ser questionado sobre o cenário fiscal por causa dos resultados dos primeiros mandatos dele.

"Eu fiz isso e vou continuar tendo responsabilidade fiscal, porque tomar conta do dinheiro da nossa casa e do nosso País é da nossa responsabilidade. Se a gente deixar as contas desequilibradas, quem perde é o povo pobre", disse.

Lula também disse que, em um eventual quarto mandato, pretende atuar para reduzir a inflação, enquanto gera empregos e promove redistribuição de renda.

"É preciso fazer a economia continuar crescendo, continuar fazendo redistribuição de renda, continuar a aumentar o salário mínimo acima da inflação, gerar mais empregos de qualidade e fazer com que a inflação baixe para as pessoas pagarem", disse.

Endividamento

O presidente afirmou que os cartões de crédito são "coisas criminosas" por incentivarem brasileiros a se endividar.

"Pelo celular, as pessoas fazem tudo. Tem pessoas que recebem três, quatro cartões de crédito. O cartão de crédito é uma coisa criminosa que facilita as pessoas a se endividarem. Tudo que você pode comprar sem ver dinheiro, você compra com mais facilidade", afirmou.

O presidente declarou ainda durante a sabatina que é necessário fazer orientações aos brasileiros sobre educação financeira. Lula disse que 80% dos brasileiros estão endividados e que 29% estão inadimplentes: "É um problema sério", afirmou;

"Precisamos orientar a sociedade que está comprando e está devendo que não pode gastar mais do que ganha. Se você comprar alguma coisa acima do seu ganho, você vai quebrar a cara", disse o presidente.

O endividamento dos brasileiros, em patamar recorde, é uma das grandes preocupações da campanha à reeleição de Lula. Por isso, no início do ano, o petista lançou uma nova fase do Desenrola Brasil para tentar contornar os números e, desta forma, melhorar a avaliação perante o eleitorado na economia.

Estadão
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