Eletrobras: votos remotos de acionistas indicam aprovação de acordo com a União para o Conselho
Com a aprovação da conciliação com a Eletrobras, o governo federal terá o direito a eleger, em separado, três dos 10 nomes do conselho de administração e uma pessoa para o conselho fiscal
Os votos remotos computados para a assembleia de acionistas da Eletrobras, que será nesta terça-feira, 29, indicam que a maioria é favorável ao termo de conciliação fechado entre a companhia e a União para pôr fim à disputa judicial em torno do poder de voto na empresa elétrica. A consequência prática é que, embora o governo tenha 45,92% da empresa, seu poder de voto permanece restrito a 10% do total. Pessoas com conhecimento do assunto disseram ao Estadão/Broadcast que o termo está "virtualmente aprovado", sendo remota a chance de reversão desse cenário durante a assembleia.
O encontro de acionistas ocorre nesta terça-feira, às 13h, de forma online. Antecipadamente, como previsto, o mapa sintético consolidado dos votos remotos recebidos é divulgado no site de relacionamento com os investidores da companhia. Sobre o termo de conciliação, foram 622,54 milhões de votos favoráveis, 930 contrários e 163,33 milhões de abstenções e brancos.
Embora ainda existam muitos acionistas para votar (cerca de 30%) tendo em vista o universo de 1,04 bilhão de ações de investidores privados com direito a voto neste caso, a chance de uma reviravolta é matematicamente remota.
Ainda assim, a formalização da votação só será conhecida nesta terça-feira, 29. O governo não pode usar seus mais de 1 bilhão de ações para opinar nesta matéria.
Com a aprovação da conciliação com a Eletrobras, o governo federal confirma o direito a eleger, em separado, três dos 10 nomes do conselho de administração e uma pessoa para o conselho fiscal, enquanto os acionistas privados elegerão os sete membros restantes do conselho de administração.
Em contrapartida, a Eletrobras fica desobrigada de investir na usina nuclear de Angra 3.