Script = https://s1.trrsf.com/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Economistas pioram previsões para déficit fiscal e dívida pública em 2026, mostra Prisma

15 out 2026 - 10h34
(atualizado às 10h37)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O relatório Prisma Fiscal de outubro mostrou uma piora nas projeções do mercado para 2026, elevando a estimativa de déficit primário para R$ 53,048 bilhões e a da dívida bruta para 83,40% do PIB. O cenário contrasta com as metas oficiais de superávit do governo. Para 2027, porém, a previsão de déficit recuou para R$ 44 bilhões, com dívida estimada em 87% do PIB, impacto atribuído aos altos juros da Selic. Já as projeções para receitas e despesas federais mantiveram-se praticamente estáveis.

Economistas consultados pelo Ministério da ‌Fazenda pioraram as projeções para o déficit primário do governo central e a dívida pública em 2026, uma deterioração que não foi refletida nas estimativas para 2027, mostrou o relatório Prisma divulgado nesta terça-feira.

A mediana das expectativas para ⁠o déficit primário em 2026 passou para R$53,048 bilhões no ‌relatório de outubro, de R$52,271 bilhões em setembro. Para 2027, a previsão é de déficit de R$44,000 bilhões, ‌rombo menor que a estimativa anterior ‌de R$45,350 bilhões.

O governo tem como meta alcançar um ⁠superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto em 2026 (R$34,3 bilhões) e de 0,50% em 2027 (R$73,2 bilhões), mas há despesas que não são consideradas para efeitos da meta, que conta ainda com uma margem de tolerância de 0,25 ponto ‌percentual do PIB.

O Prisma estimou que a dívida bruta do ‌governo ficará em 83,40% ⁠do PIB ⁠em 2026, contra previsão de 83,20% apontada em setembro. Para 2027, ⁠a expectativa é que ‌o indicador salte para ‌87,00% do PIB, mesmo patamar estimado no mês anterior.

A equipe econômica do governo tem argumentado que o endividamento segue elevado apesar de uma melhora em resultados primários ⁠ao longo dos anos por conta do nível alto da taxa básica Selic, que eleva o gasto com juros da dívida pública.

A Selic está atualmente em 13,75% ao ano após cinco cortes consecutivos ‌de 0,25 ponto percentual, mas o Banco Central não indicou o que fará com os juros básicos na próxima ⁠reunião, que ocorre no início de novembro.

Do lado da arrecadação, a expectativa mediana da receita líquida do governo central para este ano apontada no Prisma caiu ligeiramente para R$2,580 trilhões, de R$2,581 trilhões no levantamento anterior. Para 2027, a projeção ficou praticamente estável em R$2,750 trilhões.

Na frente dos gastos, foi mantida em R$2,625 trilhões a previsão para as despesas do governo central neste ano. No caso de 2027, a projeção das despesas é de R$2,793 trilhões, pouco acima dos R$2,792 trilhões apontados um mês antes.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra