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'Economist' traça perfil de Eike e retoma polêmica: vai entregar?

24 mai 2012 - 13h23
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Em sua próxima edição, a revista americana The Economist publica um perfil do bilionário brasileiro Eike Batista. Com título de "O vendedor do Brasil", o artigo relembra o início da carreira do empresário como vendedor de seguros porta a porta, passa pela construção do Grupo EBX e levanta novamente a polêmica: "ele vai entregar?".

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Dívida da EBX com o BNDES está migrando para outra companhias
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Foto: Getty Images

Em março deste ano, a revista Época Negócios publicou uma reportagem de capa questionando se Eike iria entregar resultados prometidos de suas empresas. O empresário ironizou a revista por meio do Twitter, dizendo que vai "entregar" 600 mil barris de petróleo na porta da publicação. A declaração iniciou uma "guerra" promovida pelo empresário contra a revista.

Carreira

Depois de atuar como vendedor de seguros na Alemanha, Eike comrpu ouro no Amazonas e vendeu no Rio de Janeiro, lucrando cerca de US$ 6 milhões com apenas 25 anos. Ele investiu o dinheiro na empresa de extração de ouro e, em 1986, era presidente de uma mineradora canadense, que mais tarde sofreu perdas bilionárias com processos legais na Rússia e Grécia, segundo a publicação.

Em 2004, ele começou a construir o Grupo EBX, com a listagem na bolsa de valores da MPX, MMX, LLX, OGX e OSX, antes mesmo de produzirem algo. "O potencial de vendas transformou o sr. Batista no homem mais rico do Brasil e o sétimo do mundo, com ortuna estimada de US$ 30 bilhões", afirma a revista. O artigo lembra ainda que o brasileiro tem a meta de ultrapassar o mexicano Carlos Slim e se tornar o mais rico do mundo.

Críticas

De acordo com a The Economist, uma crítica comum seria de que Eike "é um vendedor muito bom para ser verdade". "É a única pessoa além de Bill Gates a ganhar bilhões com PowerPoint", dizem os críticos, segundo a revista. De acordo com estudo da consultoria Economatica, as empresas de capital aberto de Eike tiveram prejuízo acumulado de R$ 1,02 bilhão em 2011. Foi o pior ano para as empresas do grupo.

No entanto, Eike parece atrair grandes investidores globais para se tornarem parceiros em seus projetos. Nesta quinta-feira, a gigante americana General Electric (GE) anunciou que investirá US$ 300 milhões na EBX, assumindo uma participação de 0,8% na Centennial Asset Brazilian Equity. Em abril deste ano, o bilionário brasileiro já havia vendido 5,63% da EBX para um fundo soberano de Abu Dhabi por US$ 2 bilhões. A revista destaca também a liderança de Eike e o papel dela no aumento da confiança dos empresários brasileiros. No entanto, o perfil termina com a seguinte frase: "cedo ou tarde, o vendedor do Brasil terá que entregar".

Fonte: Terra
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