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Dólar volta a superar R$5,00 no Brasil sob influência do exterior

19 mai 2026 - 09h15
(atualizado às 09h51)
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O dólar voltou ‌a superar os R$5,00 nesta manhã de terça-feira, acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior, com investidores monitorando o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio e o cenário político brasileiro, após nova pesquisa eleitoral mostrar queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial.

Um funcionário segura notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Jacarta, Indonésia, 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan
Um funcionário segura notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Jacarta, Indonésia, 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan
Foto: Reuters

Às 9h40, o dólar à ⁠vista subia 0,37%, aos R$5,0172 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro ‌para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,51%, aos R$5,0330.

A terça-feira é até o momento de alta para o dólar ante ‌praticamente todas as demais divisas globais, após ‌a moeda norte-americana ter cedido na véspera na esteira do adiamento, ⁠pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de um ataque militar contra o Irã planejado para esta terça-feira.

Ainda na terça-feira, Trump afirmou que há "uma chance muito boa" de um acordo com o Irã na área nuclear.

Neste cenário, o petróleo Brent cedia nesta manhã, mas se mantinha em níveis elevados, acima dos ‌US$110 o barril. Já o dólar subia ante o real, o peso chileno, ‌o rand sul-africano e ⁠o peso mexicano, ⁠entre outras divisas de países emergentes.

Internamente, destaque para a nova pesquisa Atlas/Bloomberg, apontando que ⁠as intenções de voto no presidente ‌Luiz Inácio Lula da Silva ‌no primeiro turno da disputa pelo Planalto subiram de 46,6% para 47%, enquanto o percentual de Flávio Bolsonaro caiu de 39,7% para 34,3%.

Nas simulações de segundo turno, Lula foi de 47,8% para 48,9%, enquanto Flávio ⁠caiu de 47,8% para 41,8%.

A queda de Flávio Bolsonaro se dá na esteira da publicação de reportagem sobre relações do senador com o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro. O parlamentar negou em nota ter cometido qualquer irregularidade, alegando ter buscado recursos ‌privados para um filme sobre a história do pai, sem oferecer qualquer vantagem em troca.

A pesquisa ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e ⁠18 de maio. A primeira reportagem sobre a relação entre Flávio e Vorcaro foi publicada pelo site Intercept na tarde do dia 13. A margem de erro da pesquisa da Atlas é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

Nesta manhã, os investidores também estarão atentos à participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Entre os temas a serem abordados está justamente o escândalo do Master.

Na segunda-feira, a moeda norte-americana à vista fechou o dia com queda de 1,34%, aos R$4,9987.

Às 11h30, o BC realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho.

(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)

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