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Dólar sobe em linha com sinal externo e mantendo Previdência no foco

6 fev 2019
10h31
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O mercado de câmbio ajusta posições de olho no dólar forte no exterior em relação ao euro e divisas de países emergentes exportadores de commodities. As negociações em torno da reforma da Previdência dentro do governo e no Congresso brasileiro são monitoradas e há expectativa por um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, nesta quarta-feira, 6, à noite. Mas a tendência é de que Powell não se desvie da mensagem recente de que será "paciente" antes de voltar a agir, vista no comunicado da última reunião do Fed. Às 9h44, o dólar à vista subia 0,90%, a R$ 3,6973. O dólar futuro para março avançava a R$ 3,7020 (+0,80%).

No exterior, o euro recua ante o dólar, a US$ 1,1386 no horário acima, de US$ 1,1413 no fim da tarde de terça-feira, após dados oficiais da Alemanha mostrarem uma inesperada queda mensal nas encomendas à indústria do país em dezembro, de 1,6%.

Entre divisas emergentes, o dólar australiano opera em forte baixa, reagindo à fala do presidente do BC do país, Philipe Lowe. No fim da noite de terça, Lowe disse que a economia do país pode estar mais fraca do que a instituição avalia e que a perspectiva para as taxas de juros ficou mais equilibrada, sugerindo que o RBA passou a adotar viés neutro para sua política monetária.

Já o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Estado da União, na madrugada desta quarta não trouxe novidades e foi considerado rotineiro por analistas. Trump disse que deve realizar uma reunião de cúpula com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un nos dias 27 e 28 de fevereiro no Vietnã. Voltou a prometer a construção de um muro na fronteira dos EUA com o México e criticou os democratas por "ridículas investigações partidárias" que prejudicam a prosperidade da economia americana.

Também disse que para a construção do sucesso econômico do país há a prioridade de reverter décadas de "políticas comerciais calamitosas." De acordo com o presidente dos EUA, seu governo impôs tarifas sobre US$ 250 bilhões em importados da China. Segundo ele, o acordo "deve incluir mudança estrutural para encerrar práticas de comércio injusto, reduzir crônico déficit comercial e proteger empregos americanos."

O dólar à vista fechou a terça-feira em baixa no mercado doméstico, a R$ 3,6644, reagindo ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Na saída, Maia disse que o texto pode ser votado entre maio e julho, mas indicou que o problema é que o governo ainda não tem garantido os cerca de 320 votos para aprovação do texto com uma margem de folga.

Além disso, partidos políticos boicotaram a reunião na terça com o novo líder do governo na Câmara, deputado major Vitor Hugo (PSL-GO). O parlamentar enfrenta questionamentos sobre sua capacidade de articular a base de Jair Bolsonaro e deputados já pregam um boicote.

No Senado, um acordo costurado pelo novo presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para os cargos na cúpula da Casa vai incluir espaço para o MDB, do seu adversário Renan Calheiros (AL), e também para o filho do presidente, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). A eleição interna está marcada para esta quarta.

Há ainda preocupação de que o estado de saúde do presidente Jair Bolsonaro atrase a definição do texto final. Ele segue internado em São Paulo desde o último dia 28 e não há previsão de alta médica.

Estadão

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