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Dólar atinge maior cotação desde março de 2016: R$ 3,91

Mercado questiona capacidade do governo; todas as ações do Ibovespa, que caiu 2,98%, chegaram a operar no vermelho ao mesmo tempo

7 jun 2018
17h26
atualizado às 17h38
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O dólar chegou a encostar em R$ 3,97, subindo 2,83%, na tarde desta quinta-feira (7). Mais perto do fim do pregão, a desvalorização do real cedeu, e a moeda americana terminou negociada a R$ 3,9146, em alta de 2%. É a maior cotação desde 1º de março de 2016. Operadores dizem que não há um fato novo capaz de justificar tamanho ajuste dos ativos brasileiros, mas pesam as concessões feitas às reivindicações dos caminhoneiros. O mercado passou a questionar a capacidade de o governo ajustar suas contas.

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil / Estadão

Após cair quase 6,5%, o Ibovespa desacelerou o ritmo de perda e fechou em baixa de 2,98, aos 73.851,46 pontos. Os papéis mais negociados registraram forte perda, como Petrobrás e Gerdau, que perdeu 6,37%. Os bancos foram outro destaque negativo, caso do Banco do Brasil e Santander, que caíram 4,01% e 5,41% respectivamente. Pelas 14h, todas as ações do índice chegaram a operar no vermelho ao mesmo tempo.

O cenário eleitoral segue incerto e com um candidato pró-mercado longe das primeiras posições nas pesquisas de intenção de voto. Além disso, no caso do câmbio, especialistas dizem que o Banco Central precisa ser mais agressivo, pois os leilões de swap perderam a eficácia.

Na avaliação dos estrategistas de câmbio da Nomura, Mario Castro e David Wagner, o ambiente doméstico vem tendo peso importante para explicar as cotações do dólar, mais do que fatores externos. A tendência é que, com a proximidade da eleições, a dinâmica do dólar no Brasil siga sendo ditada por fatores locais, notadamente o ambiente político. A Nomura vê chance de o dólar bater em R$ 4,15 antes das eleições.

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Estadão
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