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Dólar recua ante o real após BC manter Selic inalterada

5 nov 2026 - 09h23
(atualizado às 10h58)
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Resumo
O dólar recuou ante o real nesta quinta-feira após o Banco Central interromper o ciclo de cortes e manter a Selic em 13,75% ao ano de forma unânime, citando incertezas e inflação mais alta à frente. O mercado reagiu à decisão monetária enquanto avaliava a queda de 0,8% na produção industrial de setembro e aguardava pronunciamento de Lula sobre disciplina fiscal. No exterior, a moeda americana operou em leve alta após os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

O dólar operava em leve ‌queda ante o real nesta quinta-feira, com os agentes reagindo à decisão do Banco Central de interromper o ciclo de cortes nos juros iniciado em março e manter a Selic em 13,75% ao ano.

Às 10h50, o dólar à vista tinha variação negativa de 0,39%, a R$5,4297 na venda.

Na noite de quarta-feira, o BC manteve ⁠a Selic inalterada, em sua primeira decisão de política monetária após a reeleição do presidente ‌Luiz Inácio Lula da Silva, que surpreendeu os mercados e derrubou ativos brasileiros.

Prevendo inflação mais alta nos próximos anos, a autarquia deixou em aberto o que ‌fará à frente ao citar uma ampliação das ‌incertezas e um cenário desafiador para a política monetária.

O BC ressaltou que seguirá ⁠acompanhando a evolução do cenário "para manter a restrição adequada" com o objetivo de assegurar a convergência da inflação à meta. A decisão pela manutenção da taxa em 13,75%, após cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual na Selic, foi definida de maneira unânime pela diretoria da autarquia.

Na leitura de analistas da XP, o Comitê sugere ‌que "uma interrupção no ciclo de calibração de juros agora é necessária para conter as ‌pressões inflacionárias, mas ao mesmo ⁠tempo não vê ⁠necessidade de uma postura monetária ainda mais contracionista neste momento".

Nesse contexto, a instituição financeira projeta que ⁠a Selic permanecerá em 13,75% até o ‌final do próximo ano, "em que ‌pese a elevada incerteza global e local".

Na manhã desta quinta, ao ser perguntado sobre a decisão do Copom, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que não faria "comentários valorativos" sobre a decisão, mas disse que a taxa de ⁠juros no Brasil é alta e que isso prejudica todos os setores da economia.

Além da decisão de juros, localmente, os agentes também avaliam dados econômicos. Mais cedo, foi divulgado que a produção industrial no Brasil teve queda de 0,8% em setembro em comparação com o mês anterior. ‌A expectativa em pesquisa da Reuters com analistas era de retração de 0,2% no dado mensal. Esse foi o resultado mais fraco para meses de setembro desde ⁠2022.

O mercado também monitora as sinalizações sobre a condução econômica no novo governo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula vai fazer um pronunciamento televisionado no domingo para reafirmar seu compromisso com a disciplina orçamentária, mas sem fornecer detalhes sobre as políticas, afirmaram duas fontes com conhecimento direto do assunto.

No exterior, o dólar opera em leve alta, próximo da estabilidade, um dia após a forte queda impulsionada pelo resultado das eleições de meio de mandato, que mostraram uma vitória acachapante dos democratas no Senado e na Câmara dos Estados Unidos.

O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,16%, a 101,630.

Na quarta-feira, o dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,64%, aos R$5,4511.

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