Dólar ganha força ante real após divulgação de dados da economia dos EUA
O dólar opera em alta frente ao real nesta quarta-feira, impulsionado por dados de inflação nos Estados Unidos. O índice PCE subiu 0,2% em julho, acima do esperado, elevando os rendimentos dos Treasuries e as apostas de que o Federal Reserve possa subir os juros para conter os preços. No Brasil, mesmo com a deflação de 0,40% registrada pelo IPCA-15 de agosto, o dólar manteve a valorização global, pressionado pela aceleração observada nos núcleos de inflação e serviços domésticos.
O dólar ganhou força ante outras divisas globais, incluindo o real, nesta manhã de quarta-feira, após a divulgação de novos dados sobre a economia norte-americana.
Após oscilar próximo da estabilidade na abertura, às 10h33 o dólar à vista subia 0,41%, a R$5,1625 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para setembro -- o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,24%, aos R$5,1665.
O Departamento de Comércio dos EUA informou que o índice de inflação PCE -- bastante observado pelo Federal Reserve em sua política monetária -- subiu 0,2% em julho, acima das previsões dos economistas, após cair 0,1% em junho. Nos 12 meses até julho, o índice subiu 3,7%, repetindo a taxa de junho, mas superando a previsão de 3,6%.
O núcleo do PCE subiu 0,2% em julho, em linha com o esperado. Já o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre nos EUA cresceu 1,5%, também em linha com as expectativas.
Na esteira dos números de inflação, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas, em meio à avaliação de que o Fed pode ser levado a subir juros no curto prazo para conter a alta de preços.
No mercado de câmbio brasileiro, isso se materializou no avanço do dólar ante o real.
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, cedeu 0,40% em agosto, após ter subido 0,06% em julho. A deflação no mês foi maior que o recuo de 0,30% esperado pelo mercado, conforme pesquisa da Reuters.
A abertura do indicador, no entanto, não trouxe números tão favoráveis, com aceleração de preços em algumas métricas de serviços e na média dos núcleos de inflação.
O dólar à vista encerrou a sessão de terça-feira com queda de 0,23%, aos R$5,1414.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 60.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro.
(Edição de Isabel Versiani)
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