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Dólar fecha em queda no Brasil, a R$4,95, com exterior favorável e mercado avaliando Copom

30 abr 2026 - 17h12
(atualizado às 17h57)
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O dólar fechou a quinta-feira ‌em queda firme no Brasil, após uma sessão mais favorável ao risco no mercado externo, onde a divisa norte-americana e o petróleo registraram perdas expressivas, e com os agentes avaliando a decisão de juros do Banco Central, que na véspera promoveu o segundo corte consecutivo de 0,25 ponto da Selic, a 14,50% ao ⁠ano, mas mencionou a possibilidade de ajustar o ritmo e a extensão da flexibilização.

O ‌dólar à vista fechou em baixa de 1,00%, aos R$4,9523. Na semana, acumulou queda de 0,94%. No mês de abril, a queda foi de 4,38%.

Às 17h30, ‌o dólar futuro para junho -- atualmente o mais ‌líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,73% na B3, aos R$4,9935.

"Hoje tivemos o ⁠dólar perdendo no mundo e a bolsa aqui subindo, trazendo fluxo de capital para cá", destacou Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.

A moeda norte-americana teve perdas significativas no exterior, com o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caindo 0,79%, a 98,078. ‌Além da moeda, o petróleo também caiu, com os futuros do Brent chegando a ‌subir até US$126,41 o ⁠barril mais cedo, mas ⁠não sustentando os ganhos e fechando em queda de US$4,02, ou 3,4%, a US$114,01. Já ⁠o petróleo dos EUA caiu US$1,81, encerrando ‌o dia a US$105,07.

Localmente, os ‌agentes avaliaram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC que, em seu comunicado, argumentou que precisará incorporar novas informações para definir a política monetária à frente, mencionando possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão ⁠do ciclo de "calibração" da taxa e ressaltando o distanciamento da inflação corrente da meta.

O anúncio fez bancos reavaliarem suas projeções para a Selic, prevendo menos cortes na taxa, o que tende a favorecer o real. Economistas do Itaú Unibanco revisaram sua previsão para a taxa Selic em ‌2026 para 13,25%, de 13%, além de aumentarem suas expectativas para a inflação. O Goldman Sachs também passou a ver um risco de alta para sua ⁠previsão de Selic em 13,25% até o final de 2026, esperando que o Copom reduza a taxa em 0,25 ponto percentual na próxima reunião. Já a SulAmérica Investimentos foi além, revisando a Selic de 13% para 14% no fim do ano.

No mercado local de câmbio, a sessão também foi marcada pela formação da Ptax do fim de abril. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.

No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). No início da tarde, a Ptax fechou em R$4,9886 na venda.

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