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Dólar fecha em baixa de 1% depois de disparada pós-eleição

27 out 2026 - 17h10
(atualizado às 17h18)
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Resumo
Após disparar mais de 8% com a reeleição de Lula, o dólar recuou 1,07% nesta terça-feira, fechando a R$ 5,3488. O movimento refletiu uma acomodação do mercado e falas do Ministério da Fazenda, que reafirmou a busca pelo centro da meta fiscal para mitigar temores dos investidores. Além disso, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a prontidão para conter disfuncionalidades cambiais, em um dia marcado por perdas da divisa americana também frente a outras moedas emergentes.

Após ‌disparar na véspera mais de 8% depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar fechou a terça-feira com baixa próxima de 1%, com o mercado demonstrando maior acomodação.

O dólar à vista encerrou com queda de 1,07%, ⁠a R$5,3488. No ano, a divisa passou a acumular baixa ‌de 2,55%.

Às 17h04, o dólar futuro para novembro cedia 0,51% na B3, aos R$5,3505.

Na segunda-feira, o dólar encerrou a ‌sessão com alta de 8,36%, aos ‌R$5,4066, com os investidores reagindo negativamente à vitória ⁠de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), o favorito da Faria Lima. Além do ajuste de posições, a disparada refletiu receios em torno da continuidade da atual política fiscal.

Nesta terça-feira, porém, o dólar recuou durante todo o dia, com o ‌mercado se ajustando ao forte movimento da véspera. Às 10h42, o ‌dólar à vista ⁠marcou a cotação ⁠mínima de R$5,3166 (-1,66%).

Em rápida entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda ⁠pela manhã, o ministro Dario ‌Durigan reafirmou a intenção ‌do governo de buscar o centro da meta fiscal -- uma das principais preocupações do mercado financeiro. A medida, segundo ele, será tratada com o Congresso.

O ministro pontuou ainda ⁠que a forte pressão vista na segunda-feira na bolsa, no câmbio e no mercado de juros futuros representou uma "troca de posição, porque o mercado estava apostando em outro candidato".

Para ele, já havia nesta ‌terça-feira uma reação no mercado local de acomodação de expectativas.

Durante entrevista coletiva em Brasília, o presidente do Banco Central, Gabriel ⁠Galípolo, reforçou que a instituição atuará no mercado de câmbio quando perceber disfuncionalidades.

No exterior, a moeda norte-americana também cedeu ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, a rupia indiana e o rand sul-africano. No entanto, avançou ante o euro e a libra.

Às 17h07, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,28%, a 102,310.

No fim da manhã, o Banco Central do Brasil vendeu 80.000 contratos de swap cambial para a rolagem do vencimento de 3 de novembro.

(Edição de Isabel Versiani)

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