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Dólar cai ante real após pesquisa mostrar Flávio mais próximo de Lula no segundo turno

2 set 2026 - 09h20
(atualizado em 3/9/2026 às 05h45)
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Resumo
O dólar operou em queda nesta quarta-feira, atingindo a mínima de R$ 5,1269, após pesquisa Quaest mostrar empate técnico entre Lula (42%) e Flávio Bolsonaro (41%) no segundo turno da eleição presidencial. O mercado reagiu positivamente ao avanço do senador, reduzindo também as taxas de juros futuros e impulsionando o Ibovespa, diante da desconfiança de investidores com a política fiscal do atual governo. O cenário ainda reflete tensões geopolíticas no Oriente Médio e leilões de swap do Banco Central.

O dólar renovou ‌as mínimas ante o real nesta manhã de quarta-feira após nova pesquisa eleitoral indicar uma queda da distância numérica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.

Depois de marcar a cotação mínima da sessão de R$5,1269 (-0,51%) às 11h, na esteira ⁠da pesquisa, o dólar à vista cedia 0,45% às 11h08, a R$5,1302 na venda.

Na ‌B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- caía 0,51%, a R$5,1650.

A nova pesquisa Quaest revelou que ‌Lula tem 42% das intenções de voto ‌no segundo turno da disputa pelo Planalto, contra 41% do senador ⁠Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicando um empate técnico entre os dois, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Numericamente a distância entre os dois diminuiu de 3 pontos percentuais na pesquisa anterior para 1 ponto agora.

No primeiro turno, Lula tem 37%, Flávio ‌soma 29% e Augusto Cury (Avante) aparece com 10%.

Logo após a divulgação da pesquisa, ‌as taxas dos DIs (Depósitos ⁠Interfinanceiros) renovaram mínimas, ⁠assim como o dólar ante o real, enquanto o Ibovespa atingiu máximas, em uma reação ⁠positiva dos agentes.

De modo geral, ‌Lula ainda é visto com ‌desconfiança por boa parte do mercado, que vê em sua reeleição um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio -- como a redução numérica da distância ⁠para Lula -- têm se refletido positivamente nos ativos.

No campo eleitoral, desde terça-feira um novo fator entrou no radar dos agentes do mercado: as revelações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro, ‌dono do Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.

Flávio Bolsonaro é um dos maiores críticos de Moraes, que foi relator no ⁠STF do processo de tentativa de golpe de Estado que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No exterior, após as altas dos últimos dias, o petróleo Brent operava com leve baixa nesta manhã, ainda que o cenário geopolítico siga conturbado.

As forças norte-americanas atacaram a costa sul do Irã, que revidou disparando contra bases dos Estados Unidos em todo o Oriente Médio, no maior confronto armado entre os dois países desde julho.

Às 09h38, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,08%, a 99,763.

Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro.

(Edição de Isabel Versiani)

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