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Dólar se reaproxima da estabilidade ante real com exterior no radar

1 set 2026 - 09h26
(atualizado às 10h13)
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Resumo
O dólar opera perto da estabilidade ante o real a R$ 5,18, mesmo com a alta da moeda no exterior. Lá fora, os novos ataques entre EUA e Irã no Golfo Pérsico elevaram o petróleo e os temores de inflação global. No cenário local, o impacto foi amenizado pelo crescimento de 0,5% do PIB brasileiro no segundo trimestre, resultado que superou as projeções do mercado e ajudou a conter a valorização da divisa norte-americana.

O dólar se reaproximava da ‌estabilidade ante o real nesta manhã de terça-feira após abrir em leve alta, enquanto no exterior a moeda norte-americana sobe ante boa parte das demais divisas, conforme novos ataques no Golfo Pérsico ⁠alimentavam preocupações com a inflação, desencadeando uma onda ‌de venda de títulos públicos.    

Às 9h53, o dólar à vista subia 0,09%, a R$5,1863 na ‌venda.

Na B3, o contrato de ‌dólar futuro para outubro -- o mais líquido ⁠no mercado brasileiro -- subia 0,02%, aos R$5,2205.

Após Estados Unidos e Irã voltarem a se atacar no Oriente Médio, Teerã fez nesta terça-feira um apelo para que Washington cumpra o acordo provisório de paz. ‌Ainda assim, as tensões permaneciam elevadas depois que ‌o presidente dos ⁠EUA, Donald ⁠Trump, ameaçou Teerã com novos ataques.

Neste cenário, o dólar avançava ⁠ante boa parte ‌das demais divisas no ‌exterior, em meio ao avanço dos rendimentos dos Treasuries e à alta do petróleo Brent, para a faixa de US$92 o barril.

Às ⁠9h53, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,20%, a 99,612.

No Brasil, a moeda norte-americana ‌chegou a exibir ganhos na abertura, mas se reaproximou da estabilidade na sequência.

Na agenda do dia, destaque ⁠para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB), que subiu 0,5% no segundo trimestre ante os três meses anteriores, após expansão de 1,1% no primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB cresceu 2,0%. Economistas ouvidos em pesquisa da Reuters projetavam alta de 0,4% na margem e de 1,8% na comparação anual.

Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,28%, aos R$5,1814. 

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