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Dívida pública federal cresce 18% em 2025, a R$8,6 tri, e pode atingir R$10,3 tri em 2026

28 jan 2026 - 16h03
(atualizado às 16h39)
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A dívida pública federal fechou 2025 em R$8,635 trilhões ao registrar um crescimento de 18% em relação ao ano anterior, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira, prevendo que ao final de 2026 o estoque poderá saltar a até R$10,3 trilhões, enquanto o nível elevado dos juros aumenta custos para o governo.

O resultado ficou dentro do intervalo de R$8,5 trilhões a R$8,8 trilhões estabelecido como meta no Plano Anual de Financiamento (PAF) ‌do Tesouro para 2025, que foi revisado em setembro, mas acima do esperado pela pasta no início do ano passado, quando previa um estoque de até R$8,5 trilhões.

Em dezembro sobre novembro, o crescimento da ‌dívida pública federal foi de 1,82%. No período, a dívida interna subiu 1,76%, somando R$8,309 trilhões. Já a dívida externa cresceu 3,53% e totalizou R$326 bilhões.

Para 2026, a meta do Tesouro é que a dívida pública federal feche o ano no intervalo de R$9,7 trilhões a R$10,3 trilhões, bem acima de 2025.

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que o custo da dívida pública é impactado por um nível mais alto dos juros nos Estados Unidos, que pressiona taxas no resto do mundo, e sofre "efeito relevante" do nível de juros básicos implementado pelo Banco Central.

"O Banco Central está muito próximo de atingir ‍os objetivos que estavam traçados para este ciclo de restrição da política monetária. Então, devemos ter um alívio nesse ciclo, isso ajuda muito a gestão da dívida", disse.

Ele afirmou que o déficit fiscal do governo tem caído a cada ano e esse fator não tem sido determinante para a dívida pública, ressaltando que o impacto da política monetária do BC sobre o endividamento "é brutal".

O BC tem mantido a taxa básica de juros do país em 15% ao ano, nível mais alto em quase duas décadas, com o objetivo de arrefecer a atividade ‌econômica e levar a inflação à meta. Um dos efeitos colaterais, no entanto, é a elevação do gasto do governo com juros da dívida, ‌já que quase metade do seu estoque é indexado pela Selic.

METAS

Segundo os dados apresentados pelo Tesouro, a participação dos títulos atrelados à Selic passou de 46,3% no final de 2024 para 48,3% em dezembro, dentro da meta de 48% a 52% do PAF. A previsão é que essa participação fique entre 46% e 50% em 2026.

Em apresentação, o Tesouro informou que prevê para 2026 uma manutenção dos títulos atrelados à Selic "como instrumento relevante de financiamento".

Em relação aos papéis prefixados, a participação ficou em 22,0% do total no fim de 2025, mesmo nível de dezembro de 2024. O patamar, que ficou dentro da meta de 19% a 23%, deve ficar entre 21% e 25% em 2026, segundo o PAF.

Já os papéis indexados à inflação fecharam 2025 em 25,9% da dívida, abaixo do patamar de 27,0% registrado um ano antes, sendo que a referência para o ano era de 24% a 28%. Para 2026, esses títulos devem representar entre 23% e 27% do total.

Os títulos remunerados pelo câmbio tiveram participação de 3,8% da dívida total em dezembro do ano passado, ante 4,8% em dezembro de 2024, também dentro da faixa de 3% a 7% fixada como meta. Para 2026, devem ficar novamente entre 3% e 7%.

O Tesouro informou que prevê uma ampliação gradual da atuação do Brasil nos mercados internacionais, com Ceron afirmando que a atuação por meio de emissões externas de títulos da dívida pública deverá ser mais agressiva e frequente. Pelos planos do órgão, a participação de títulos cambiais no estoque da dívida pública deverá alcançar 7% no longo prazo.

Outra meta do Tesouro é que a parcela da dívida vencendo em 12 meses fique no intervalo de 18% a 22% em 2026, depois de ter fechado o ano passado em 17,5%. Já a meta para o prazo médio da dívida ficará na faixa entre 3,8 anos e 4,2 anos, depois de a proporção fechar 2025 em 4,0 anos.

COLCHÃO

No fechamento do ano, a reserva de liquidez -- colchão de segurança para gestão da dívida pública -- ficou em R$1,19 trilhão, suficiente para bancar 7,3 meses de vencimentos à frente, patamar considerado confortável pelo Tesouro.

"A gente aproveitou a janela de mercado, fizemos emissões bem ‌robustas no ano e conseguimos deixar o colchão ainda mais confortável", disse Ceron.

Segundo ele, essa atuação deixa o país preparado para enfrentar eventuais volatilidades de mercado neste ano eleitoral e fazer frente a uma previsão relevante de vencimento de títulos em 2027.

Em relação ao custo médio do estoque da dívida, o nível subiu para 11,85% ao ano, ante 11,80% no encerramento do ano anterior. O custo médio das emissões da dívida interna, por sua vez, subiu para 13,81%, ante 11,04% em dezembro de 2024.

A participação de não residentes na dívida pública interna, por sua vez, subiu de 10,20% em 2024 para 10,35% no fim de 2025.

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