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Quais são os melhores investimentos para aposentadoria

Veja quais as opções de investimentos mais indicadas ao seu perfil, de acordo com especialista.

1 jun 2022 04h00
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Para Rafael Canto, da Lifetime Investimentos, o tema renda na aposentadoria ganhou força nos últimos anos
Para Rafael Canto, da Lifetime Investimentos, o tema renda na aposentadoria ganhou força nos últimos anos
Foto: Arquivo Pessoal

Você já sabe como será a sua aposentadoria? A geração que está aposentada hoje conta com o benefício do governo, mas pode ser que esse não seja o caso para os mais jovens. De acordo com Rafael Canto, head de Investment Solutions da Lifetime Investimentos: “O assunto renda na aposentadoria ganhou muita força nos últimos anos, principalmente após a discussão da reforma previdenciária acender um alerta na população, que contava com o benefício do governo. Todas as mudanças trouxeram fizeram o brasileiro perceber que aprender a investir hoje, pode garantir rendimentos no amanhã”. 

Por isso, o especialista em investimentos dá as dicas para quem quer garantir uma renda para a aposentadoria. Saiba quais são os tipos de investimentos mais indicados para quem quer começar a investir agora, de acordo com o seu perfil de investidor. 

Opções de investimento para aposentadoria com baixo risco

• Previdência Privada ― Uma das opções listadas por Rafael Canto é um investimento muito conhecido dos brasileiros, a própria previdência privada, que possui duas modalidades: o Vida Garantidor de Benefício Livre (VGBL) e o Plano Garantidor de Benefício Livre (PGBL). 

De acordo com Canto, “as duas categorias de previdência se diferenciam na forma da cobrança do imposto de renda e podem ser boas opções para o investidor”.

• Tesouro Direto ― Quando se está pensando em uma opção segura de investimento de longo prazo, como para a aposentadoria, o Tesouro Direto, mais especificamente o Tesouro IPCA+ é bastante recomendado, de acordo com o especialista. O título remunera o investidor com o IPCA mais uma taxa de juros pré-fixada e possui diversos vencimentos. 

Nesse momento, há títulos com vencimento até 2060, por exemplo. O tesouro conta com resgate antecipado, porém, a taxa de juros fixada no investimento será respeitada apenas no vencimento, por isso, é necessário planejar o vencimento que mais se adequa às necessidades de cada investidor. 

Opções de investimento para aposentadoria com maior risco

• Renda variável - Ações ― Rafael Canto explica que, para investidores com maior apetite ao risco e à volatilidade, uma opção é investir em ações. Ao comprar uma ação o investidor se torna sócio da empresa e ganha o direito de receber dividendos e outras remunerações ao longo do tempo. Diferentemente do Tesouro Direto, o investidor não sabe de forma antecipada quanto irá receber e fica dependente da evolução das empresas que escolheu ao longo do tempo. Por isso, o investidor deve estudar muito bem as empresas que quer investir, para estar ciente dos riscos do investimento.

• Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) ― O último investimento indicado para garantir a renda na aposentadoria pelo especialista são os Fundos Imobiliários: “É uma categoria de investimento que se popularizou muito nos últimos anos principalmente devido ao período de Selic baixa”.

Os Fundos imobiliários compreendem um universo bastante amplo de investimento, desde fundos que investem em um único ativo a fundos que investem em uma carteira de ativos. Eles podem se dividir em ativos de tijolos ou de recebíveis imobiliários, que são títulos de renda fixa utilizados para angariar fundos para investimento no mercado imobiliário. A renda passiva dos FIIs é gerada pelo dividendo mensal pago e pela valorização das cotas adquiridas. 

Segundo Rafael Canto, é importante frisar que os FIIs possuem volatilidade no preço e, assim como as ações, os investidores devem estudar e investigar o tipo de fundo que gostaria de entrar para garantir que a estratégia de renda seja bem-sucedida.

Quando e quanto começar a investir para a aposentadoria? 

De acordo com Canto, não há percentual correto para investir para a aposentadoria, isso pode variar de caso a caso, mas uma possibilidade simples é que o ideal seria investir 30% da sua receita mensal. Porém, “isso depende de muitas variáveis na vida de cada investidor, e o ponto mais importante é começar o mais cedo possível”. O especialista explica que o efeito dos juros compostos “trabalha” a favor do investidor ao longo do tempo, por isso o tempo é um fator tão importante. 

Além disso, o investidor deve ter disciplina no investimento e fazer disso uma obrigação mensal: “Investir de forma esporádica pode ser uma das grandes armadilhas na busca pela aposentadoria”, disse Rafael Canto.

Veja como agem os juros compostos  

Rafael Canto montou um cenário hipotético, considerando uma pessoa que começa a investir para a aposentadoria aos 30 anos, e a outra aos 20 anos. 

No primeiro caso, uma pessoa com 30 anos deseja iniciar seus investimentos pensando na aposentadoria. Ela quer ter uma renda mensal de R$ 10 mil, corrigidos pela inflação, com o objetivo de se aposentar com 60 anos e contar com essa renda pelos próximos 20 anos. Considerando um ganho real de 5% ao ano, ou seja, inflação mais 5% a.a. pelos próximos 30 anos, esse investidor deveria poupar ao menos R$ 1.875 por mês.

Já se esse mesmo investidor começar aos 20 anos, com as mesmas condições, deveria poupar por mês R$ 1.031 para ter o mesmo resultado. É uma diferença de R$ 844 ao mês, que quem começou aos 30 precisaria aportar a mais para chegar no mesmo lugar. Para Rafael Canto, esse exemplo deixa claro o efeito do tempo para os investimentos e mostra que o percentual pode variar de acordo com a necessidade de cada investidor.

Redação Dinheiro em Dia
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