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Open Co faz fusão com BizCapital e ataca crédito para PMEs

Com o negócio, de valor não divulgado, fintech expande foco e absorve uma base de mais de um milhão de CNPJ

22 jun 2023 - 16h52
(atualizado em 23/6/2023 às 10h01)
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A Open Co não é estranha a fusões, já que nasceu da sinergia entre as startups Geru e Rebel. Agora, a fintech anunciou uma nova, trazendo para dentro de sua operação a BizCapital, que oferece empréstimos para pequenas e médias empresas

Open Co
Open Co
Foto: Open Co. divulgação / Startups

Com o negócio, de valor não divulgado, a Open Co está expandindo o seu foco para PMEs, absorvendo uma base de mais de um milhão de CNPJs cadastrados, além de adquirir a plataforma de crédito para PMEs — um mercado que movimenta mais de R$ 900 bilhões por ano no Brasil.

Desde que iniciaram suas operações, Open Co e Biz, somadas, concederam mais de R$ 5 bilhões em empréstimos. Ao longo dos anos, mais de 10 milhões de pessoas físicas e jurídicas já passaram pela plataforma da empresa. Pessoas e empresas de todas as regiões do Brasil com demandas particulares, mas uma expectativa em comum: a busca por soluções de crédito mais simples e justas.

"Somando esse universo ao de pessoas físicas, de R$ 1,4 trilhão, a Open Co tem em mãos o desafio e a oportunidade de "cobrir" o país inteiro com soluções de crédito mais simples, acessíveis e inteligentes", destacou a fintech, em nota para a imprensa.

Com a fusão, a nova liderança da companhia ficará nas mãos do quarteto de fundadores de ambas as empresas, com Sandro Reiss ocupando a cadeira de CEO. Rafael Pereira será o COO, enquanto Francisco Ferreira e Cristiano Rocha, fundadores da BizCapital, serão CTO e CRO, respectivamente.

As mudanças também resultarão em uma estrutura diferenciada para diferentes públic-alvo. A Open Co se mantém como a marca corporativa do grupo, abrindo diálogos com acionistas, investidores, imprensa e analistas de mercado. Já a operação voltada para o consumidor será concentrada na marca Geru, enquanto a operação para PMEs, na Biz.

"A Geru já oferece empréstimo pessoal, Pix parcelado, BNPL e seguros, enquanto a BizCapital oferece capital de giro, conta PJ digital, MaisBiz (microcrédito de curto prazo) e CaaS (Credit as a Service). Com a fusão, as marcas ampliam o portfólio de soluções para seus clientes, disponibilizando também conta digital e CaaS para consumidores, e BNPL e seguros para PMEs", conta Francisco Ferreira.

Superfintech

Segundo Francisco, a Biz chega como um negócio bastante complementar ao que é oferecido pela Open Co. "Usamos tecnologia e inteligência, humana e artificial, para jogar junto com os nossos clientes e parceiros, transformando positivamente a experiência de crédito para PMEs no Brasil. Com as devidas particularidades, o que fazemos é muito parecido com o que a Geru faz para o consumidor brasileiro", pontua o CTO.

A união de forças com a Biz vem no rastro de outros movimentos que a Open Co já vinha fazendo para aumentar a sua presença no mercado. No final do ano passado, ela comprou a BoletoFlex, startup catarinense de BNPL que permite o parcelamento de compras online em lojas parceiras.

Apadrinhada de grandes investidores como IFC, monashees, Chromo, Raiz Investimentos, LTS e Softbank, entre outros, a Open Co nasceu como uma superfintech, devido ao surgir da união de duas grandes startups do setor (Geru e Rebel). Isso fez a empresa levantar rodadas generosas na alta do mercado de venture capital.

Em dezembro de 2021, a startup recebeu um cheque de R$ 600 milhões em uma rodada liderada pelo gigante SoftBank.

O dinheiro seria o combustível para a companhia ampliar a sua base (na época) de mais de 100 mil clientes ativos e R$ 2,3 bilhões em empréstimos concedidos. Segundo informações divulgadas pela companhia no final de 2022, parece que o montante não aumentou muito: o volume total em créditos concedidos pela companhia ficou em R$ 3 bilhões.

Um detalhe: nove meses antes da super rodada com o fundo de Masayoshi Son, a fintech já tinha levantado R$ 150 milhões junto ao International Finance Corporation (IDC), braço de investimentos do Banco Mundial no setor privado.

Mesmo assim, nem a Open Co escapou dos layoffs, assim como outras fintechs badaladas como Quanto e PagSeguro. Em fevereiro, a empresa demitiu cerca de 15% dos seus colaboradores - cerca de 45 pessoas. Na época, a fintech não quis comentar o assunto.

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