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Além da Faria Lima: MindSun cresce com monitoramento energético inteligente

Startup incubada na Universidade Federal da Paraíba criou uma solução para gerar eficiência energética e economia às indústrias

19 ago 2022 - 10h51
(atualizado em 20/8/2022 às 10h54)
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Vamos combinar: na atual conjuntura, qualquer economia que consigamos fazer em gastos como energia elétrica, já é uma vitória. Agora imagine o tanto que uma indústria gasta com isso, pelo porte de suas operações. Pensando nisso, a startup paraibana MindSun criou uma solução para promover eficiência energética e economia financeira por meio do monitoramento inteligente de energia.

Foto: Canva / Startups

A empresa desenvolveu um medidor inteligente de energia que é instalado em quadros de distribuição ou máquinas específicas de empresas e indústrias. Os dados coletados são transformados em informações relevantes ao negócio dos clientes, que podem ser visualizadas em um aplicativo, também criado pela MindSun.

"Além de ter um controle em tempo real do consumo de energia, o cliente pode identificar pontos de ineficiência e saber de que forma economizar preventivamente", explica o fundador e CEO da startup, Richard Bivar, recém-graduado em engenharia de energias renováveis pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Inclusive, é na universidade que Richard estudou que a MindSun fica incubada. Em dezembro do ano passado, a startup assinou um contrato de incubação de 4 anos com a UFPB e passou a ter sede administrativa na Incubadora da Agência UFPB de Inovação Tecnológica (Inova-UFPB). O que claro, tem sido uma mão na roda para a empresa principalmente em relação a custos que teria com uma infraestrutura grandiosa para fabricar seu hardware.

Foto: Startups

Modelo de negócio

A MindSun fatura de duas formas: pela gestão de energia do cliente e com um fee pela indicação a fornecedores de energias renováveis. É cobrada uma mensalidade recorrente que varia de acordo com a quantidade de pontos de medição de energia da empresa contratante. Uma empresa com 10 medidores, por exemplo, vai pagar em média R$ 550 por mês. 

Ao linkar os clientes com fornecedores de energias renováveis, a startup também recebe um percentual pela energia transacionada, dependendo do valor contratado de energia. Depois que o medidor de energia desenvolvido pela MindSun detalha o nível de consumo energético de uma indústria, a startup sugere outras fontes de energia renováveis para o cliente economizar ainda mais e os caminhos para adquiri-las.

Foto: Startups

Passos lentos, mas certeiros

Com apenas 2 anos de vida, a MindSun está bem no early-stage mesmo. Com 10 clientes atuais, a expectativa, segundo Richard, é de dobrar esse número até o fim do ano, quando esperam atingir um faturamento de R$ 15 mil. 

Até então a startup contou apenas com um bootstrap de R$ 100 mil, somando investimentos do próprio CEO, de sua sócia e COO Mônica Cunha, e da Universidade Federal da Paraíba. Agora a startup está focada em abrir mercado. Para isso, decidiu mirar as vendas para indústrias de produtos para construção civil e do mercado alimentício, e não sair atirando para todos os lados. 

No início do ano, a MindSun foi uma das campeãs do HackBrazil em Harvard, realizado em Boston, nos Estados Unidos. A startup paraibana conquistou o 3º lugar na competição entre as 5 melhores startups brasileiras convidadas. Motivo de sobra para a empresa continuar sua jornada com o maior gás.

"Em breve devemos passar em 4 editais de fomento que devem impulsionar nosso crescimento. A ideia é aumentar o valuation da empresa com esses recursos para depois pensar em uma captação com algum fundo", afirma Richard.

Para 2023, a ideia é desbravar novos mercados para além do Nordeste, incluindo São Paulo. Richard também pensa em internacionalizar o negócio daqui há 3 anos, pelo menos. Portugal deve ser a porta de entrada da estratégia.

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