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Desemprego até junho recua e fica em 5,4%, menor taxa para o período da série histórica

Resultado medido pelo IBGE para o trimestre ficou dentro do esperado; em igual período do ano passado, a taxa de desemprego estava em 5,8%

30 jul 2026 - 09h18
(atualizado às 09h36)
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RIO - O desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho, de acordo com os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a menor taxa para o período da série histórica, iniciada em 2012.

Em igual período de 2025, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 5,8%. No trimestre móvel até maio, a taxa de desocupação estava em 5,6%.

O resultado para o trimestre encerrado em junho ficou dentro do esperado. A mediana do mercado, medida pela pesquisa Projeções Broadcast, apontava recuo da taxa de desemprego para 5,4%. As projeções variavam de 5,3% a 5,6%.

No período, faltou trabalho para 14,659 milhões de pessoas no País. A taxa composta de subutilização da força de trabalho diminuiu de 14,3% no trimestre até março para 12,9% no trimestre até junho. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até junho de 2025, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 14,4%.

A população subutilizada caiu 10,1% ante o trimestre até março, 1,642 milhão de pessoas a menos. Em relação ao trimestre até junho de 2025, houve um recuo de 11,0%, menos 1,809 milhão de pessoas.

O País registrou crescimento de 1,081 milhão de vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. A população ocupada ficou em 103,057 milhões de pessoas. Em um ano, esse contingente aumentou em 742 mil pessoas.

Já a população desocupada diminuiu em 718 mil pessoas em um trimestre, totalizando 5,861 milhões de desempregados. Em um ano, 392 mil pessoas deixaram o desemprego.

A população inativa somou 108,919 milhões de pessoas, 363 mil inativos a mais que no trimestre anterior. Em um ano, houve aumento de 350 mil pessoas.

O nível da ocupação — porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — passou de 58,2% no trimestre encerrado em março para 58,8% no trimestre até junho. No trimestre terminado em junho de 2025, o nível da ocupação era de 58,8%.

O Brasil registrou 2,288 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em junho. O resultado significa 395 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em março, um recuo de 14,7%. Em um ano, 468 mil pessoas deixaram a situação de desalento, baixa de 17,0%.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade — e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.738,00 no trimestre encerrado em junho. O resultado representa alta de 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 380,3 bilhões no trimestre encerrado em junho, alta de 3,6% ante igual período do ano passado.

A massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 13,162 bilhões no período de um ano, para R$ 380,3 bilhões, uma alta de 3,6% no trimestre encerrado em junho ante o trimestre terminado em junho de 2025. Na comparação com o trimestre terminado em março, a massa de renda real caiu 0,5%, com R$ 1,832 bilhão a menos.

Estadão
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