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Déficit comercial dos EUA aumenta em agosto em meio a força das importações

6 out 2026 - 09h49
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Resumo
O déficit comercial dos EUA subiu 13,7% em agosto, atingindo US$ 105,6 bilhões e superando as expectativas. O resultado foi impulsionado por uma alta de 4,3% nas importações, puxada pela forte demanda interna por bens de consumo e equipamentos de inteligência artificial, apesar das tarifas vigentes. As exportações cresceram apenas 1,4%. O avanço do saldo negativo deve pesar no PIB do terceiro trimestre, que ainda assim pode superar 3% anualizados devido à força do consumo.

O déficit comercial dos ‌Estados Unidos aumentou mais do que o esperado em agosto, impulsionado por um aumento nas importações de bens em meio a uma demanda interna robusta, mantendo o comércio a caminho de pesar mais uma vez sobre o ⁠crescimento econômico no terceiro trimestre.

O déficit comercial aumentou 13,7%, para ‌US$105,6 bilhões, informaram na terça-feira o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio e o Census ‌Bureau. Economistas consultados pela Reuters previam ‌que o déficit seria de US$102,0 bilhões.

A deterioração ⁠já havia sido sinalizada por dados divulgados na semana passada que mostraram um aumento no déficit comercial de bens em agosto, impulsionado pelas importações.

A demanda interna cresceu no ritmo mais acelerado em mais de três anos e ‌meio no segundo trimestre, refletindo gastos robustos dos consumidores e ‌das empresas em ⁠equipamentos, principalmente ⁠relacionados à inteligência artificial (IA).

A tendência parece ter se estendido ao terceiro ⁠trimestre, com dados do ‌mês passado indicando fortes ‌gastos dos consumidores em agosto, bem como encomendas e remessas de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves.

Mas as empresas estão contando com as ⁠importações para atender à demanda. O aumento nas importações também ocorreu apesar das tarifas agressivas do presidente Donald Trump, que, segundo ele, têm como objetivo reduzir o déficit comercial.

As importações aumentaram ‌4,3%, para US$420,8 bilhões em agosto. As importações de bens subiram 5,3%, para US$342,2 bilhões. As exportações cresceram ⁠1,4%, para US$315,2 bilhões. As exportações de bens aumentaram 2,2%, para US$205,7 bilhões.

O comércio pesou sobre o Produto Interno Bruto (PIB) por três trimestres consecutivos, e economistas estimam que ele possa reduzir o PIB em até 2,5 pontos percentuais no terceiro trimestre.

As estimativas de crescimento para o trimestre de julho a setembro estão, em sua maioria, acima de uma taxa anualizada de 3,0%, com os gastos do consumidor devendo compensar o impacto negativo das importações. A economia cresceu a um ritmo de 2,2% no segundo trimestre.

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