Dasa reverte prejuízo e tem lucro de R$9 mi no 1º tri
A Dasa teve lucro líquido de R$9 milhões no primeiro trimestre do ano, revertendo prejuízo líquido de R$111 milhões no mesmo período de 2025, conforme dados com ajuste divulgados pelo grupo de saúde nesta terça-feira.
Os números consideram uma base comparável, excluindo os efeitos das operações descontinuadas, ativos vendidos e negócios aportados na Rede Américas, o que a empresa definiu como "escopo atual".
Nessa comparação, a receita bruta consolidada cresceu 14%, para R$2,4 bilhões, com a margem bruta passando a 33,5%, de 30,9% no mesmo período do exercício anterior. As despesas totais registraram elevação de 6,3%, para R$293 milhões.
A receita em diagnósticos nacional cresceu 15%, para quase 2,2 bilhões, com a empresa relacionando o desempenho ao aumento de volume de exames e pela expansão dos segmentos premium, corporativo (B2B) e atendimento domiciliar. Hospitais e Oncologia Nordeste teve crescimento de 2% na receita.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado avançou 28%, para R$573 milhões, com a margem nessa linha passando de 23,1% para 25,8%.
"Nos últimos doze meses, conduzimos uma transformação relevante na Dasa, com simplificação organizacional, maior foco no core de diagnósticos e disciplina na alocação de capital", afirmou a companhia no material de divulgação do balanço.
"Como resultado, iniciamos 2026 com uma Companhia mais leve, eficiente e com maior previsibilidade operacional e financeira, preparada para seguir crescendo com rentabilidade."
A Dasa também afirmou que o resultado do trimestre inclui efeito não recorrente de aproximadamente R$28 milhões, decorrente da conclusão do laudo de alocação do preço de aquisição (PPA) relacionado à Rede Américas, que gerou reconhecimento adicional de depreciação.
No trimestre, a companhia também apresentou geração operacional de caixa de R$21 milhões, ante consumo de R$43 milhões nos mesmos meses do ano passado. O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$5 milhões.
"O desempenho ocorreu mesmo em um trimestre sazonalmente mais intensivo em capital de giro, refletindo maior eficiência operacional e melhora no ciclo de conversão de caixa", afirmou. O ciclo de conversão de caixa caiu ante o primeiro trimestre no escopo atual, para 60 dias.
A dívida líquida financeira, após aquisições a pagar e antecipações de recebíveis, encerrou março em R$5,6 bilhões, de R$10,55 bilhões um ano antes. A alavancagem passou para 2,99 vezes, de 4,17 vezes no final do primeiro trimestre de 2025.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)
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