Curitibana The Coffee capta US$ 7,5 milhões para desembarcar em novos países, como México e Peru
Empresa visa chegar a 350 lojas em 2023, 150 a mais do que hoje; modelo continuará sendo o de franquias
São Paulo - A The Coffee, rede de cafés com inspiração japonesa, acaba de captar US$ 7,5 milhões, cerca de R$ 40 milhões. O aporte chega para financiar a expansão internacional e investimentos em tecnologia. A rodada foi liderada pela gestora de capital de risco Monashees e contou também com a participação da CapSur Capital, especializada em growth equity. Essa foi a terceira rodada de investimentos da empresa de origem curitibana, que em 2019 e 2020 levantou, respectivamente, US$ 500 mil e US$ 5 milhões.
O objetivo para 2023 é chegar a 350 lojas ante as 200 unidades atuais, que vendem cafés especiais, considerados de maior qualidade, doces e produtos próprios, incluindo copos térmicos e filtros de café.
Nesse processo de expansão, a empresa seguirá priorizando o modelo de franquias, que hoje representa cerca de 85% das lojas, segundo o CEO e cofundador da empresa, Carlos Fertonani. Das 12 unidades internacionais, apenas a de Madri (Espanha), a primeira a ser inaugurada fora do Brasil, em 2020, é própria. As restantes, distribuídas entre Colômbia, Espanha, França e Portugal, são franquias.
Os próximos destinos mapeados são México e Peru, com previsão de inauguração de cinco unidades em cada país nos próximos meses. Mais para frente, a empresa planeja desembarcar no Oriente Médio, com cartas de intenção já assinadas com grupos nos Emirados Árabes e Catar.
"Desde o início idealizamos a marca e a nossa tecnologia para sermos globais", afirma Fertonani. Ele não vê o cenário macroeconômico e menor oferta de investimentos como um desafio para a expansão. "Acabamos de conseguir captar", diz. "Não nos preocupamos com solavancos da economia de curto prazo, focamos no longo prazo."
O aporte também será destinado para aprimorar a tecnologia própria da rede. O aplicativo da The Coffee é desenvolvido internamente e utilizado em três frentes, além do sistema de gestão de background: tablet de autoatendimento; tablet de comandas, pelo qual os baristas recebem os pedidos; e aplicativo mobile.
"Os investimentos em tecnologia ampliam a escalabilidade ao permitir a administração mais eficaz, inclusive das lojas franqueadas", diz Fertonani. Como benefício tecnológico, cita ainda a coleta de dados para conhecer os hábitos do cliente e fidelizá-lo