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Crescimento dos EUA precisa de investimentos públicos e privados, diz secretária do Tesouro dos EUA

13 jun 2024 - 17h39
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A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse nesta quinta-feira que os investimentos públicos dos EUA que atraem capital privado são cruciais para promover o crescimento sustentável e inclusivo a longo prazo, mas advertiu que o modelo chinês de subsídios industriais estatais maciços é inaceitável para o mundo.

Yellen disse, em comentários para o Clube Econômico de Nova York, que o modelo econômico republicano tradicional focado na oferta depende muito de cortes de impostos para estimular o investimento e não conseguiu beneficiar um número suficiente de trabalhadores.

O discurso de Yellen foi uma espécie de réplica à apresentação que o candidato republicano à presidência, Donald Trump, fez sobre sua visão econômica para os principais CEOs dos EUA em Washington, em que enfatizou cortes de impostos para empresas e redução da regulamentação empresarial, de acordo com seu assessor econômico, Stephen Moore.

"Aprendemos com a experiência que o planejamento central pesado por meio de imposições governamentais não é uma estratégia econômica sustentável", disse Yellen. "Mas também não o é a economia tradicional focada na oferta, que ignora a importância da infraestrutura pública, da educação e do treinamento da força de trabalho e da pesquisa básica apoiada pelo governo."

Os cortes de impostos para os ricos e a desregulamentação não alimentaram "o crescimento e a prosperidade da nação como um todo", acrescentou.

"Ficou claro para o presidente Biden e para mim que nossa estratégia econômica não pode ser conduzida apenas pelo setor público ou privado", disse ela. A doutrina que ela chama de "economia moderna do lado da oferta" exige intervenções públicas para "criar um ambiente favorável aos negócios e estimular os investimentos do setor privado".

Yellen também procurou contrastar a abordagem de Biden com a da China, dizendo que os subsídios excessivos do governo para setores estratégicos alimentaram o excesso de capacidade de produção muito acima da fraca demanda interna. Uma enxurrada de exportações resultante desse investimento excessivo agora ameaça empregos em todo o mundo e está levando a novas barreiras comerciais nos EUA e em outros países.

"Se a China continuar nesse caminho, temo que suas políticas possam interferir significativamente em nossos esforços para construir uma relação econômica saudável", disse Yellen.

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