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Crescimento da indústria na zona do euro volta a acelerar em setembro, mostra PMI

1 out 2026 - 06h53
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Resumo
O crescimento industrial da zona do euro acelerou em setembro, com o PMI atingindo 52,9, o maior nível desde maio de 2022. O avanço foi impulsionado pela forte demanda por bens de capital, inteligência artificial e defesa, elevando produção, exportações e contratações. Contudo, a aceleração da inflação de insumos e produção gera pressões sobre os preços, aumentando as expectativas de novos aumentos nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu para conter a alta inflacionária.

O crescimento ‌do setor industrial na zona do euro continuou sua trajetória ascendente em setembro, atingindo o ritmo mais acelerado em mais de quatro anos, à medida que a resiliência da demanda impulsionou novos pedidos e a produção ⁠a níveis máximos em vários anos apesar do conflito ‌em curso no Oriente Médio, mostrou uma pesquisa.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial da ‌zona do euro, da S&P ‌Global, subiu pelo terceiro mês consecutivo, passando de ⁠52,7 em agosto para 52,9 em setembro — seu nível mais alto desde maio de 2022 e acima da preliminar de 52,7.

Leitura acima de 50,0 indica crescimento.

"A recuperação está sendo impulsionada pela crescente demanda por bens ‌de investimento, como máquinas e equipamentos, com a produção desses ‌bens de capital ⁠crescendo em ⁠setembro a uma taxa não vista desde a recuperação pós-Covid, há ⁠cinco anos", disse ‌Chris Williamson, economista-chefe de ‌negócios da S&P Global Market Intelligence.

"Isso reflete uma maior demanda por equipamentos relacionados à inteligência artificial e à defesa, em particular."

As novas encomendas cresceram na ⁠taxa mais rápida desde o início de 2022, impulsionadas em parte pelo aumento das exportações, que atingiram o maior nível em mais de quatro anos e meio.

O subíndice de ‌produção subiu para 53,6, máxima em 55 meses, contribuindo para que a confiança empresarial atingisse seu nível mais ⁠alto desde fevereiro.

Após encerrar em agosto uma sequência de mais de três anos de cortes de pessoal, os fabricantes intensificaram as contratações em setembro, embora de forma modesta.

No entanto, o aumento dos preços pode ameaçar a recuperação. Tanto a inflação dos insumos quanto a da produção aceleraram no mês passado, indicando pressões inflacionárias crescentes.

As elevadas expectativas de inflação aumentaram as chances de novos aumentos nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu, com os mercados atualmente precificando três altas até meados de 2027.

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