Confiança da indústria no Brasil cai em setembro pelo terceiro mês seguido, diz FGV
A confiança da indústria brasileira recuou pelo terceiro mês seguido em setembro, caindo 2,4 pontos e atingindo 91,3 pontos, segundo a FGV. O resultado negativo foi disseminado entre os segmentos, refletindo tanto a piora na percepção do momento presente quanto o pessimismo em relação ao futuro. Conforme a entidade, fatores como a demanda fraca, o acúmulo de estoques, os juros restritivos em 13,75% e as incertezas eleitorais continuam desacelerando a atividade econômica no segundo semestre.
A confiança da indústria no Brasil apresentou recuo em setembro pelo terceiro mês seguido, com piora disseminada entre os segmentos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 2,4 pontos na comparação com o mês anterior, atingindo 91,3 pontos, de acordo com os dados da FGV.
O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, recuou 1,3 ponto, para 93,6 pontos, menor patamar desde dezembro de 2025, segundo a FGV.
"Em relação à situação atual, o resultado mantém os sinais de arrefecimento da demanda e de acúmulo de estoques observados nos últimos três meses, aumentando a possibilidade de ajustes na produção", disse Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.
O Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, teve queda de 3,4 pontos, a 89,2 pontos, nível mais fraco desde novembro de 2025.
"Para os próximos meses, as avaliações dos empresários sobre produção prevista reforçam a sinalização de continuidade do processo de desaceleração da atividade econômica ao longo do segundo semestre", completou Pacini.
Segundo o economista da FGV IBRE, as condições monetárias ainda restritivas, com a Selic em 13,75%, e o ambiente de maior incerteza, que tende a crescer com as eleições, seguem limitando uma recuperação mais consistente da confiança industrial.
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