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Como será a programação de agronegócio do São Paulo Innovation Week? Veja temas e nomes confirmados

O evento, que ocorre em maio, reunirá empresários, acadêmicos e especialistas para debater o uso de biocombustíveis, o momento desafiador no cenário geopolítico global e o futuro do agro brasileiro

6 abr 2026 - 13h34
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O agronegócio terá uma programação especial no São Paulo Innovation Week (SPIW), com uma abordagem ampla e estratégica para discutir o papel do Brasil na economia e no sistema alimentar global. Sob curadoria de Marcos Jank, colunista do Estadão e coordenador do núcleo de agronegócio global no Insper, e Ana Paula Malvestio, fundadora da Hólon Consultoria em Governança e conselheira de empresas do agro, a trilha de conteúdo do evento reúne empresários, acadêmicos e executivos para debater desde geopolítica até inovação tecnológica no campo.

O festival, que vai ocupar o Pacaembu e a Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) em maio, é uma realização do Estadão, em parceria com a Base Eventos. Assinantes podem comprar ingressos com 35% de desconto: para adquirir o passaporte para os três dias de evento. Não-assinantes podem acessar este link.

Distribuída ao longo de três dias (13, 14 e 15 de maio), a agenda revela uma preocupação clara: posicionar o agronegócio brasileiro não apenas como potência produtiva, mas como ator central em temas como segurança alimentar, sustentabilidade e transição energética.

"Para chegar a uma produção eficiente de soja, de milho, de algodão, de carne bovina ou suínos, é preciso ter um monte de tecnologia. Genética, manejo, alimentação, fertilizantes, pesticidas e tratores. Uma coisa que vamos tratar no São Paulo Innovation Week é o avanço dessas tecnologias, por exemplo, na área da agricultura de precisão, com a aplicação localizada de produtos. Isso já traz até 70% de redução de uso de pesticidas", afirma Jank.

Primeira mulher a assumir a presidência da Embrapa, Silvia Massruhá estará no São Paulo Innovation Week.
Primeira mulher a assumir a presidência da Embrapa, Silvia Massruhá estará no São Paulo Innovation Week.
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

Entre os nomes já confirmados estão Silvia Massruhá, primeira mulher a assumir a presidência da Embrapa; Beto Abreu, presidente da Suzano; Teka Vendramini, pecuarista e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira; Marcelo Batistela, vice-presidente de soluções para agricultura Brasil da BASF; Marcos Troyjo, economista, diplomata e ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco dos BRICS); Maurício Rodrigues, presidente da Bayer CropScience para a América Latina; João Adrien, head de ESG Agro do Itaú BBA, economista e produtor rural; Raphael Falconi, diretor-executivo na Just Climate, gestora global de investimentos em clima; Geyze Diniz, cofundadora e presidente do Conselho do Pacto Contra a Fome; e Alexandre Stephan, sócio da SP Ventures, gestora líder em agfoodtech na América Latina.

O economista e diplomata Marcos Troyjo participará das discussões sobre o agro no evento em maio.
O economista e diplomata Marcos Troyjo participará das discussões sobre o agro no evento em maio.
Foto: Gabriela Biló/ Estadão / Estadão

"Um dos temas que traremos ao evento será o avanço da conectividade no campo. Houve muito avanço no controle territorial, no uso de tecnologias de georreferenciamento, inclusive para combater o desmatamento ilegal. Hoje existe monitoramento permanente a partir de satélites. O Brasil avançou com tecnologia própria, diferentemente de outros setores que você pode importá-la sem problemas. No caso dos trópicos, tivemos que fazer adaptações", diz Jank.

Agenda

No primeiro dia, o foco será em inovação e sustentabilidade. Painéis como "Do solo ao token: como o digital está impactando o agro" e "Empreendedorismo: onde inovação e sustentabilidade se encontram" mostram como tecnologias emergentes — de plataformas digitais à tokenização de ativos — começam a redesenhar a lógica do setor. Ao mesmo tempo, discussões sobre bioenergia e liderança reforçam a importância de modelos já consolidados, mas que ganham novas camadas de relevância diante das mudanças climáticas e da pressão por eficiência.

A programação do dia 14 avança para uma visão mais sistêmica do futuro da alimentação. Temas como produtividade, comunicação e percepção internacional do agro ("Agro: herói ou vilão?") indicam uma tentativa de enfrentar não apenas desafios técnicos, mas também reputacionais. Os painéis também vão discutir desperdício de alimentos e a eficiência das cadeias alimentares.

Já no dia 15, a trilha ganha um tom mais geopolítico e estratégico. Painéis como "Diplomacia dos alimentos: o agronegócio na nova ordem global" e "Geopolítica, mercados e poder: o novo jogo do agro brasileiro" colocam o Brasil no centro de uma disputa global por influência via alimentos, energia e commodities. A presença de especialistas e executivos reforça a ideia de que o agro deixou de ser apenas um setor econômico para se tornar instrumento de política externa e poder.

Outro destaque é a crescente ênfase em sustentabilidade como diferencial competitivo. O painel "Agro regenerativo: quando fazer o bem vira vantagem competitiva" sintetiza essa mudança de narrativa: práticas ambientais deixam de ser custo ou obrigação e passam a ser vistas como alavancas de valor no mercado internacional.

De acordo com Jank, no conjunto, a curadoria do conteúdo do evento constrói uma narrativa coerente: o agronegócio brasileiro está em fase de transição. De um modelo baseado em escala e produtividade, o setor caminha para uma agenda mais complexa, que envolve tecnologia, imagem internacional, governança e protagonismo geopolítico. "O SPIW será um palco para discutir todas essas transformações", afirma o colunista do Estadão.

Estadão
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