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Cinco distribuidoras de energia são selecionadas para projeto que amplia controle sobre a GD

16 set 2026 - 17h07
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Resumo
O ONS e a Aneel selecionaram cinco distribuidoras — CPFL Paulista, Cemig, Copel, Energisa MT e Neoenergia Elektro — para um projeto de sandbox regulatório que testará mecanismos para ampliar o controle sobre recursos energéticos distribuídos, como a geração solar. A iniciativa foca em empresas com alta maturidade tecnológica para integrar a operação do ONS às redes locais, mitigando riscos de sobreoferta e apagões causados pelo rápido crescimento de sistemas não controláveis na rede elétrica.

O Operador Nacional do ‌Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) selecionaram as distribuidoras CPFL Paulista, Cemig, Copel, Energisa Mato Grosso e Neoenergia Elektro para integrar um projeto que testará mecanismos de ⁠maior controle sobre os recursos energéticos distribuídos, como ‌a geração distribuída solar, no Brasil.

A informação consta em carta encaminhada pelo ONS nesta ‌semana ao regulador, que avalia ‌um projeto de "sandbox" regulatório sobre o ⁠tema.

Segundo o ONS, as distribuidoras escolhidas têm em suas áreas de concessão elevada capacidade instalada de geração distribuída --como telhados solares e mini usinas fotovoltaicas.

Além disso, as concessionárias também foram selecionadas ‌por seu grau de maturidade tecnológica, visando eventual ‌utilização de sistemas ⁠especializados, como ⁠ADMS e DERMS, que aumentam a capacidade de monitoramento, ⁠controle e otimização ‌dos chamados "recursos energéticos ‌distribuídos" (REDs) na rede elétrica.

Além da geração distribuída, outras soluções emergentes no setor elétrico brasileiro também são vistas como REDs, como baterias ⁠e veículos elétricos.

O projeto do ONS, em conjunto com a Aneel, busca criar mecanismos que aumentem a integração das operações do ONS, que controla a ‌geração e a transmissão de energia no Brasil, e das distribuidoras de energia, que atendem ⁠à ponta final do consumo.

A proposta surgiu em meio às crescentes dificuldades de operação do sistema elétrico brasileiro diante da expansão da geração distribuída, que não é controlável pelo ONS.

Esses sistemas distribuídos agravaram a situação de sobreoferta de energia no Brasil, concentrada durante o dia, e desafiam o equilíbrio entre carga e geração na rede nacional, ampliando os riscos de apagões por excesso de energia.

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