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Cias aéreas globais elevam preços de passagens por alta nos combustíveis disparada por guerra

10 mar 2026 - 12h49
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As companhias aéreas internacionais Qantas Airways, SAS e Air New Zealand anunciaram ‌aumentos nos preços de passagens aéreas nesta terça-feira, culpando um aumento abrupto no custo do combustível causado pela guerra no Oriente Médio.

Os preços do combustível de aviação, que estavam em torno de US$85 a US$90 por barril antes dos ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã, subiram para entre US$150 e US$200, informou a companhia aérea de bandeira da Nova Zelândia, que suspendeu suas perspectivas financeiras para 2026 devido à incerteza sobre o conflito.

A guerra, que interrompeu o transporte marítimo pela rota de exportação de ⁠petróleo mais vital do mundo, fez com que os preços do petróleo subissem, afetando as viagens globais, elevando preços de passagens aéreas ‌em algumas rotas e provocando temores de uma profunda queda nas viagens.

"Aumentos dessa magnitude tornam necessária uma reação para manter as operações estáveis e confiáveis", disse um porta-voz da escandinava SAS em uma declaração à Reuters, acrescentando que havia implementado um "ajuste temporário ‌de preços".

Várias companhias aéreas asiáticas e européias, incluindo a Lufthansa e a Ryanair, ‌possuem cobertura de petróleo, garantindo parte de seus suprimentos de combustível a preços fixos.

A Finnair, que havia feito o ⁠hedge de mais de 80% de suas compras de combustível no primeiro trimestre, alertou que até mesmo a disponibilidade de combustível pode estar em risco se o conflito se prolongar.

"Uma crise prolongada pode afetar não apenas o preço do combustível, mas também sua disponibilidade, pelo menos temporariamente", disse um porta-voz da Finnair, acrescentando que isso ainda não está acontecendo.

O Kuweit, um importante exportador de combustível de aviação para o noroeste da Europa, enfrentou cortes na produção.

CAOS NO ORIENTE MÉDIO

Destacando o caos no espaço aéreo do Oriente ‌Médio, aviões que chegavam a Dubai foram brevemente colocados em um padrão de espera na terça-feira devido a um possível ataque com mísseis, ‌informou o serviço de rastreamento de voos ⁠Flightradar24 no X. Os aviões ⁠acabaram pousando.

A australiana Qantas disse que, além de aumentar as tarifas internacionais, está explorando redistribuição de capacidade para a Europa, uma vez que as ⁠companhias aéreas e os passageiros procuram evitar as interrupções no Oriente Médio, onde ‌disparos de drones e mísseis reduziram os ‌voos.

As tarifas aéreas dispararam nas rotas Ásia-Europa devido ao fechamento do espaço aéreo e às restrições de capacidade, e a Cathay Pacific Airways, de Hong Kong, disse na terça-feira que está adicionando voos extras para Londres e Zurique em março.

A Air New Zealand informou que havia aumentado os preços de tarifas econômicas de ida em 10 dólares neozelandeses (US$ 6) ⁠nas rotas domésticas, 20 nos serviços internacionais de curta distância e 90 nos de longa distância, com a possibilidade de mais ajustes nos preços e horários se os custos do combustível de aviação continuarem elevados.

A Hong Kong Airlines informou em seu site que aumentará sobretaxas relacionadas a combustível em até 35,2% a partir de quinta-feira, com o aumento mais acentuado nos voos entre Hong Kong e Maldivas, Bangladesh e Nepal.

Ainda assim, algumas companhias aéreas europeias ‌disseram que não viam necessidade de agir a curto prazo. Um porta-voz da IAG, proprietária da British Airways, disse que a empresa está bem protegida para o futuro imediato e não tem planos de alterar os preços das passagens.

A British Airways ⁠disse na terça-feira que havia antecipado o fim de seus voos de inverno para Abu Dhabi devido à "incerteza contínua", cancelando todos os serviços até perto do final do ano que estavam programados para acontecer até 11 de abril.

O combustível é a segunda maior despesa das companhias aéreas, depois da mão de obra, representando, em geral, de um quinto a um quarto das despesas operacionais.

GUERRA REDUZ ESPAÇO AÉREO DISPONÍVEL

Além dos altos custos de combustível, o estreitamento do espaço aéreo também ameaça prejudicar o setor global de viagens, à medida que os pilotos mudam de rota para evitar a guerra no Oriente Médio e a capacidade em rotas populares se esgota.

Emirates, Catar Airways e Etihad respondem, em conjunto, por cerca de um terço do tráfego de passageiros entre a Europa e a Ásia e transportam mais da metade de todos os passageiros da Europa para a Austrália, Nova Zelândia e ilhas próximas do Pacífico, de acordo com a Cirium.

As companhias aéreas europeias já enfrentaram dificuldades com a escassez de espaço aéreo disponível criada pela guerra na Ucrânia, com muitas evitando o espaço aéreo russo e voando em rotas internacionais mais longas. Agora, com ainda menos espaço aéreo disponível, elas dizem que seus negócios se tornaram ainda mais desafiadores.

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