Chuva e calendário derrubam venda de cimento em fevereiro, diz Snic
As vendas de cimento no Brasil em fevereiro recuaram 5,1% sobre o mesmo mês do ano passado, para 4,9 milhões de toneladas, segundo dados apresentados nesta segunda-feira pela associação de fabricantes, Snic.
"O resultado negativo no fechamento mensal deve-se principalmente a dois fatores: o calendário reduzido e o alto volume de chuva, especialmente nas regiões Sudeste e Centro Oeste", afirmou a entidade em comunicado à imprensa.
Apesar disso, o Snic calculou a venda por dia útil ainda aquecida, avançando 4,5% em fevereiro na comparação anual, para 244,1 mil toneladas, e crescendo 9% ante janeiro. Fevereiro contou com 20 dias úteis neste ano versus 22 em 2025.
No Sudeste a venda despencou 8,7%, para 2,16 milhões de toneladas, enquanto no Centro-Oeste houve recuo de 11,6%, para 501 mil toneladas.
Enquanto isso, no Nordeste a comercialização ficou praticamente estável, a 1,08 milhão de toneladas, e no Norte houve crescimento de 5,2% nas vendas, para 243 mil toneladas, segundo os dados do Snic.
No bimestre, a venda de cimento no Brasil acumula queda de 1,9%, para 10,15 milhões de toneladas, com a comercialização por dia útil subindo 3,8%.
O setor teve crescimento de 3,7% em 2025, o segundo ano consecutivo com expansão acima de 3% e espera alta "moderada" nas vendas neste ano, afirmou em janeiro o presidente do Snic, Paulo Camillo Penna.