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China e UE chegam a acordo sobre veículos híbridos e mantêm negociações sobre veículos elétricos

9 out 2026 - 11h19
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Resumo
China e União Europeia fecharam um acordo comercial preliminar sobre veículos híbridos, em conformidade com as regras da OMC, visando conter o déficit europeu de mais de 1 bilhão de euros diários. Diante do salto de 86% na entrada de híbridos chineses no bloco, os lados mantiveram negociações produtivas e concordaram em seguir dialogando sobre tarifas de elétricos e disputas em outros setores, com novas reuniões ministeriais previstas a partir de janeiro para equilibrar o mercado bilateral.

A China e a União Europeia chegaram ‌a um "acordo" sobre o comércio de veículos híbridos, informou o Ministério do Comércio chinês nesta sexta-feira, após dois dias de negociações nas quais o bloco buscou reduzir seu déficit comercial com Pequim.

O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, afirmou que buscava "resultados tangíveis" em sua visita à China, em ⁠meio às crescentes preocupações do bloco com o déficit, que chegava a mais ‌de 1 bilhão de euros (US$1,12 bilhão) por dia.

O entendimento sobre o comércio de veículos híbridos, em conformidade com as regras da Organização Mundial ‌do Comércio (OMC), foi alcançado após intensas negociações, informou ‌o ministério chinês, sem fornecer detalhes.

Questionada se a declaração chinesa era ⁠conjunta, a Comissão Europeia informou que Sefcovic se pronunciaria sobre as negociações em uma coletiva de imprensa.

Autoridades da UE estão preocupadas com o forte aumento nas importações de automóveis da China. As importações de híbridos recarregáveis para a UE aumentaram 86% no período até setembro, com uma queda de ‌20% nos preços. Mais da metade desses veículos é agora proveniente da China, ‌enquanto, em 2025, a ⁠participação da China ⁠nas importações de PHEV era de 30% em termos de valor.

As discussões entre o ⁠ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, e ‌Sefcovic, em Pequim, na quinta ‌e nesta sexta-feira, foram "pragmáticas e produtivas", informou o ministério chinês.

A China e a UE também concordaram em continuar as discussões sobre compromissos de preços e procedimentos de revisão relacionados à investigação antissubvenção da UE ⁠sobre veículos elétricos chineses, segundo o ministério.

A disputa entre a China e a UE sobre as exportações baratas de veículos elétricos chineses, que remonta a 2024, tem prejudicado as relações bilaterais e, desde então, se ampliou para incluir setores como conhaque, carne ‌suína e laticínios, bem como terras raras e minerais críticos.

A China precisa de compradores estrangeiros para absorver a enxurrada de produtos baratos e subsidiados ⁠pelo Estado que seus próprios consumidores não conseguem absorver, e a UE está dividida entre acolher essas importações para aliviar o custo de vida e mantê-las fora para reconstruir suas próprias fábricas.

Ambos os lados continuarão explorando a possibilidade de reduzir as tarifas sobre certos produtos dentro da estrutura das regras da OMC e darão continuidade ao diálogo sobre o acesso ao mercado para dispositivos médicos, informou o ministério chinês.

Uma terceira reunião ordinária do mecanismo de consulta ocorrerá em março de 2027, e as duas partes concordaram em manter a comunicação, incluindo uma videoconferência em nível ministerial em janeiro, informou o ministério.

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