Alívio no petróleo sustenta alta dos mercados globais
Movimento surge após Donald Trump indicar uma pausa nos ataques ao Irã
A sinalização reduziu, ao menos temporariamente, os temores de uma escalada do conflito no Oriente Médio. Os contratos futuros do petróleo Brent para dezembro chegaram a cair abaixo de US$ 103 por barril.
Os mercados globais buscam recuperação nesta sexta-feira (9), depois da forte aversão ao risco observada na sessão anterior. O principal suporte vem do petróleo, que recua após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que os ataques ao Irã serão suspensos até as eleições legislativas americanas, marcadas para 3 de novembro.
A sinalização reduziu, ao menos temporariamente, os temores de uma escalada do conflito no Oriente Médio. Os contratos futuros do Brent para dezembro chegaram a cair abaixo de US$ 103 por barril. Às 7h29, a referência internacional recuava 1,37%, a US$ 102,85, depois de atingir na véspera o maior nível em duas semanas.
Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que os Estados Unidos manterão conversas “produtivas” com Teerã e não realizarão novos ataques até a data das eleições. O presidente, porém, disse que o bloqueio na região continuará.
A reação do petróleo coloca novamente no radar as perspectivas para inflação e juros globais. No mercado de renda fixa americano, os Treasuries apresentam perdas moderadas após a forte volatilidade da sessão anterior. O movimento se concentra principalmente nos vencimentos mais curtos da curva. A taxa da Treasury de dois anos recuava dois pontos-base, para 4,78%.
Em Nova York, os índices futuros abriram em alta, acompanhando o alívio nas cotações do petróleo. As empresas de tecnologia também contribuem para o movimento, após a OpenAI projetar receita anualizada de US$ 70 bilhões ou mais até o fim do ano, perspectiva que ajuda a reduzir as preocupações com vendas abaixo das estimativas.
No Brasil, o foco está no IPCA de setembro, que subiu 0,82%, após a deflação de 0,32% registrada em agosto. O resultado veio acima das expectativas do mercado, de alta de 0,76% no mês. O indicador é acompanhado pelo mercado em um momento de atenção às perspectivas para a inflação e a trajetória dos juros. O índice oficial divulgado pelo IBGE acumulou alta de 4,58% em 12 meses.
O mercado doméstico também acompanha o cenário eleitoral. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada no fim da tarde desta quinta-feira, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 49% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra o presidente Lula (PT), que registra 45%. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 1% dos entrevistados se declara indeciso.
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