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Chávez encerra polêmica sobre refinaria e ressalta "amor" pelo Brasil

8 nov 2011 - 02h04
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<br/><br />O presidente venezuelano, Hugo Chávez, deu por encerrada nesta segunda-feira a polêmica em torno do projeto para a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e destacou "o amor" entre ambos países, que concordaram em avançar em projetos de habitação, agricultura e energia.<br /> <br />"Entre Brasil e Venezuela existe amor", declarou Chávez a jornalistas após receber no palácio de Miraflores (sede do Governo) o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, que chegou a Caracas para preparar a visita da presidente Dilma Rousseff, ainda sem data definida.<br /> <br />O presidente venezuelano qualificou de "extraordinária" a reunião com Patriota, e a descreveu como de "irmãos, de companheiros, de amigos". Consultado sobre a construção da refinaria Abreu e Lima, Chávez disse que acredita no projeto com o Brasil e negou que seu Governo deseje construir outro complexo sozinho no país.<br /> <br />O líder venezuelano destacou que a refinaria foi "o último" tema abordado durante a reunião com Patriota, e entoou um pequeno verso de uma "velha canção" para ratificar sua confiança.<br /> <br />"Eu tenho fé que tudo mudará (...) eu tenho fé na refinaria de Pernambuco. Eu tenho fé em que resolveremos esses problemas", cantou animado. Chávez deu assim por concluído o que assinalou no último dia 29 de setembro como o único problema nas relações bilaterais, quando afirmou que havia setores dentro da Petrobras que não estão interessados em cumprir o acordo com a PDVSA sobre a refinaria.<br /> <br />O presidente venezuelano frisou que seu ministro da Energia e Petróleo lhe informou que "os problemas ainda pendentes" devem ser resolvidos antes do dia 30 de novembro.<br /> <br />"A refinaria está adiantada. Acho que será inaugurada em breve. A obra não se deteve, está em plena construção", destacou Chávez. Os governos de Brasil e Venezuela decidiram construir a refinaria conjunta em 2005, mas, em 2007, a Petrobras decidiu iniciar a construção sozinha porque a PDVSA havia adiado os pagamentos comprometidos.<br /> <br />O projeto prevê um investimento de US$ 15,294 bilhões em uma refinaria com capacidade para processar 230 mil barris diários de petróleo a partir de 2013 e na qual a Petrobras terá 60% e a PDVSA 40%. Chávez enviou saudações à "companheira" Dilma Rousseff e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diagnosticado com câncer na laringe, com os quais planeja fazer uma cúpula de líderes que superaram essa doença.<br /> <br />Por sua vez, Patriota também se reuniu com o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, e o ministro da Energia e Petróleo e presidente da estatal PDVSA, Rafael Ramírez.<br /> <br />O líder da Venezuela ressaltou que, durante suas reuniões, Patriota revisou junto aos seus ministros "o mapa estratégico bilateral", assim como projetos conjuntos nas áreas de energia, indústria, agricultura e habitação, nas quais, segundo Chávez, há um conjunto de empresas brasileiras "prontas" para se instalar no país.<br /> <br />"A mensagem que trago da presidente Dilma Rousseff, além de suas saudações ao presidente Chávez para que se recupere o mais breve possível, é de um compromisso do governo, da nação brasileira, com o desenvolvimento, o progresso e a prosperidade da Venezuela", afirmou Patriota a jornalistas.<br /> <br />O ministro frisou, depois de se reunir com os venezuelanos, que puderam identificar "novos temas" nos quais podem trabalhar para aperfeiçoar a colaboração em matéria de habitação, em alusão a um programa do Governo venezuelano para responder ao déficit de dois milhões de casas que afeta o país.<br /> <br />Patriota acrescentou que o Brasil pode "contribuir para um maior conteúdo industrial" na produção de casas na Venezuela, onde já há várias empresas brasileiras envolvidas no programa governamental.

Fonte: Invertia Invertia
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