PUBLICIDADE

Cerca de 40% das vendas da rede Novo Mundo já são feitas pela internet

Localizada em Goiânia, rede especializada na venda de móveis e eletroeletrônicos aproveitou a pandemia para acelerar a digitalização e investir em novos canais de venda

16 out 2021 17h01
ver comentários
Publicidade

Fundada em 1956, em Goiânia (GO), a rede regional Novo Mundo, especializada na venda de móveis e eletroeletrônicos, foi uma das companhias que aproveitaram a pandemia para acelerar a digitalização.

Desde o ano 2000, a varejista vendia por meio do seu site, além das lojas físicas espalhadas por nove Estados nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste e no Distrito Federal. "Antes da pandemia o online representava 22% do nosso faturamento e hoje responde por 40%", diz Matheus Sepulveda, diretor da Novo Mundo Digital.

Além do site, sob o guarda-chuva do online hoje estão as vendas feitas por meio do aplicativo da loja, WhatsApp, marketplace da varejista e todos os negócios fechados que foram influenciados pelo meio digital.

O diretor conta que a venda do online cresceu 58% no ano passado, na comparação com 2019 e garantiu que a empresa como um todo repetisse a receita do ano anterior.

Com o fechamento das lojas físicas por causa da crise e sanitária, a varejista implementou as vendas por meio de WhatsApp e aplicativo. Mas o grande impulso veio com a digitalização das lojas físicas no período. "Já tínhamos acordado para o digital, mas realmente a pandemia acelerou essa mudança", diz Sepulveda.

As 139 lojas tradicionais passaram por uma reforma radical no modo de operar para se consolidar num formato multicanal. Os vendedores passaram a ser consultores e ficaram responsáveis pela venda como um todo, da escolha do produto na loja física ou no meio online até o pagamento. As vendas online e as das lojas físicas passaram a atuar de forma integrada, com o consumidor podendo comprar no site e retirar na loja ou escolher na loja e comprar no site.

Além disso, as lojas viraram minicentros de distribuição, dando mais agilidade às entregas das compras feitas online. "Hoje nas capitais entregamos as compras online em até duas horas", diz o diretor.

A transformação da 139 lojas físicas tradicionais para o formato multicanal custaram à companhia R$ 75 milhões. No mês passado, a varejista retomou o plano de abertura de lojas. Foram cinco novos pontos de venda em setembro. "Queremos aumentar a capilaridade nos Estados onde estamos", diz Sepulveda. A empresa, que neste ano deve faturar R$ 1,2 bilhão, quer abrir mais três lojas até dezembro e 20 em 2022.

Estadão
Publicidade
Publicidade