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Centronave: não há registros de impactos significativos nos portos

20 mar 2020
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O Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), entidade que reúne as 19 maiores empresas de navegação de longo curso atuando no Brasil, afirmou que, até o momento, não há registros de impactos significativos da pandemia da covid-19 em suas operações nos principais portos brasileiros. Apesar da crise grave na economia, o setor destacou que, por hora, não é esperado um impacto grave nos portos como ocorreu na Ásia.

"Como já alertado anteriormente, existe sim a previsão de escassez momentânea de contêineres refrigerados, devido ao atraso das descargas ocorridas em portos congestionados na Ásia, no auge do surto do corona vírus na região, especialmente na China. Para as últimas semanas de março é esperada a redução do fluxo de contêineres em até 10%", afirmou a entidade, em nota divulgada nesta sexta-feira.

Apesar do cenário mais apaziguador, a entidade destacou que se a disponibilidade de contêineres refrigerados continuar comprometida, existe a tendência de a situação se agravar a partir de abril com o aumento da demanda. "(O período) é quando se inicia a safra de frutas brasileiras e seu escoamento", explicou o Centronave.

Apesar dos constantes ruídos envolvendo uma possível paralisação de portos (sobretudo o movimento dos estivadores, em Santos), o Centronave explicou que as operações portuárias de contêineres são automatizadas e a maioria de seus terminais opera com mão de obra própria. "Portanto, não há hoje previsão de que eventuais paralisações de terceiros possam afetar significativamente as operações, tampouco há anúncios de diminuição da força de trabalho".

O Centronave disse ainda que, até o momento, não há previsão de redução de escalas. Mas disse ter adotado algumas medidas para proteger seus funcionários - como revezamento das equipes de backoffice e administrativas em escalas de trabalho remoto. Já as equipes em terra e mar continuam trabalhando e recebem treinamentos especiais de segurança.

A entidade acrescentou que hoje as vistorias dos contêineres e cargas permaneçam em curso normal pelos órgãos fiscalizadores. A luz amarela acenderia caso os órgãos optem pela diminuição de efetivo devido à pandemia, ou criem regulações excessivas para as atividades portuárias. Neste cenário, "existe a possibilidade de atrasos e filas nas liberações das cargas". Mesmo assim, o impacto não seria tão grave se comparado com o que aconteceu na Ásia.

"Em meio ao atual cenário, o Centronave e seus associados reforçam sua crença e total apoio às medidas adotadas pelas autoridades governamentais, certos que esta crise de saúde pública será superada no devido tempo da melhor forma possível", apontou.

Estadão
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