BTG lança maquininha e bandeira própria de cartão para disputar mercado de R$ 50 trilhões
A maquinha dispõe de mecanismo para adoção do split payment, o pagamento automático de impostos previsto na reforma tributária; o cartão BTG Pay promete flexibilidade em transações entre empresas
O BTG Pactual Empresas lançou o BTG Pay, solução com maquininha e cartão de bandeira própria voltada a um mercado de R$ 50 trilhões em transações B2B, disputando espaço com boletos, TED e Pix. O sistema oferece flexibilidade de prazos e crédito integrado entre empresas clientes do banco, além de suporte ao Split Payment da Reforma Tributária. Disponível para negócios de todos os portes, a maquininha aceita qualquer bandeira e conta com telas duplas para facilitar as operações entre as partes.
O BTG Pactual Empresas, segmento do banco BTG Pactual voltado a pequenas e médias empresas (PMEs), lança nesta sexta-feira, 11, um combo de produtos para entrar na disputa por um mercado estimado pela instituição em R$ 50 trilhões: uma nova maquininha digital e um cartão de crédito com bandeira própria.
Batizada de "BTG Pay", a dupla de cartão e maquininha foi criada para brigar com as transações via boleto, TED e Pix entre empresas e ainda promete ser uma alternativa à duplicata escritural, documento que formaliza uma venda feita a prazo. O principal diferencial do cartão é a maior flexibilidade em transações Business-To-Business (B2B), entre empresas.
Utilizando o cartão de crédito e maquininha BTG Pay, por exemplo, uma varejista pode escolher o prazo de pagamento a um fornecedor e de que forma liquidar esse pagamento. Isto é, se com recursos próprios, finalizando a operação, ou com crédito contratado ao banco, antecipando o pagamento ao fornecedor e posteriormente liquidando a dívida com o BTG. Todo esse arranjo dentro de uma única operação de pagamento com o cartão e a maquininha.
Para liberar o crédito, a análise de risco será feita cliente a cliente, com taxas e garantias variáveis a depender dessa avaliação.
Já a maquininha BTG Pay aceita qualquer bandeira de cartão e conta com duas telas, uma virada para o comprador e outra para o vendedor. A ideia é que, no momento do pagamento, ambas as partes possam ver os valores inseridos. Na maquininha, também haverá opção para adoção do Split Payment, o pagamento automático de impostos previsto na Reforma Tributária.
O split payment é um mecanismo que separará, no momento do pagamento de um produto ou serviço, o dinheiro que deve ir para o caixa da empresa e o que deve ir para o Fisco. De acordo com a Receita Federal, a implementação começa ano que vem de forma opcional, somente para transações entre empresas. Depois, em uma etapa futura, terá a adoção obrigatória em transações B2B.
O anúncio foi feito por Rogério Stallone e Gabriel Motomura, sócios e co-heads do BTG Pactual Empresas. Para ter os benefícios de flexibilidade do Cartão BTG Pay, entretanto, é necessário que as duas pontas da transação - comprador e vendedor - sejam clientes do BTG e tenham o produto.
"Tentamos unir o melhor dos dois mundos (flexibilidade do boleto e facilidade do cartão) em uma experiência B2B", diz Stallone. "Esse diferencial praticamente aumenta o mercado endereçável em 10 vezes. Você está saindo de um mercado de R$ 4,5 trilhões (de adquirência simples) para um mercado de R$ 50 trilhões (incluindo transações com boletos, TED e Pix entre empresas) que pode ser processado pelo BTG", aponta Motomura.
Apesar de ter sido pensado para pequenas e médias empresas, o BTG Pay estará disponível para companhias de todos os portes. Por regulação, quando alcançar um volume de R$ 20 bilhões em transações ao ano, o BTG Pay deverá abrir o arranjo. Ou seja, outros adquirentes poderão optar por liberar o cartão de crédito do BTG em suas maquininhas.
Ainda assim, para ter os benefícios de flexibilidade de pagamento e antecipação com crédito, é necessário que a transação ocorra com cartão e maquininha BTG Pay. Em outras maquininhas, o cartão de crédito funcionará do jeito tradicional.
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