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BRF: negociação com Cade por Sadia-Perdigão é "incessante"

12 jul 2011 - 15h37
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<br/>O vice-presidente de assuntos corporativos da Brasil Foods (BRF), Wilson Newton de Mello Neto, afirmou nesta terça-feira que a empresa negocia "incessantemente" com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que os conselheiros não votem pela dissolução da fusão entre Sadia e Perdigão, que deu origem à BRF.<br /><br />"Tanto a BRF quanto o Cade têm trabalhado de forma incessante, buscando encontrar uma solução para esse ato de concentração", disse. Mello participou nesta terça de uma audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados sobre a fusão entre as duas empresas.<br /><br />No dia 8 de junho, o Cade começou a julgar a operação, que teve voto contrário do conselheiro Carlos Ragazzo, relator da matéria. Houve um pedido de vistas e o julgamento deve ser retomado na próxima quarta-feira, dia 13 de julho.<br /><br />Desde então, membros da BRF têm conversado com conselheiros do Cade na tentativa de achar uma solução que viabilize a manutenção do negócio, que foi finalizado em 2009. À época, Sadia e Perdigão assinaram um acordo de preservação de reversibilidade de operação - que garante a dissolução da fusão caso o conselho dê parecer contrário à operação.<br /><br />Ragazzo alegou, em seu parecer, que a fusão é "extremamente danosa" aos consumidores. No seu voto, Ragazzo recomendou que a fusão seja desfeita em até 10 dias após a publicação da decisão no <i>Diário Oficial da União</i>. O relator lembrou que as empresas, antes da fusão, eram a primeira e a segunda maiores do mercado brasileiro.<br /><br />"Esse ato de concentração tem o dom de gerar muito mais danos que benefícios. Raramente se vê nas análises uma operação em que a probabilidade de danos ao mercado e ao consumidor se mostre de maneira tão evidente. A aprovação desse ato tem o condão de causar aumento de preço e danos extremos aos consumidores", destacou.<br /><br />O procurador-geral do Cade, Gilvandro Vasconcelos de Araújo, que também participou da audiência pública, alertou para a necessidade de levar em consideração os possíveis prejuízos que a fusão poderá causar aos consumidores.<br /><br />"Não há diversos concorrentes, são mercados que abastecem grande parte da população. É preciso contemplar que todos os interesses defendidos pela empresa sejam sopesados com eventuais prejuízos ou dificuldades que consumidores podem ter com a operação. A esperança do Cade é que seja viável encontrar um denominador comum para resguardar interesses da coletividade sem prejuízos para a empresa, nem para o consumidor", disse.

Fonte: Invertia Invertia
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