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Braskem contrata assessores para avaliar alternativas; ação desaba para mínima em 10 anos

26 set 2025 - 07h59
(atualizado às 12h51)
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SÃO PAULO (Reuters) -A Braskem anunciou nesta sexta-feira que contratou assessores financeiros e jurídicos para avaliar opções para sua estrutura de capital, em um momento de ciclo de baixa do mercado global petroquímico que ainda deve perdurar por vários anos, segundo avaliações da própria companhia.

"A Braskem...contratou assessores financeiros e jurídicos para auxiliar a companhia na elaboração de um diagnóstico de alternativas econômico-financeiras para otimizar a sua estrutura de capital", afirmou a empresa sem dar qualquer detalhe.

As ações da petroquímica desabavam na bolsa paulista, com queda de 14% por volta das 13h, a R$7,09, chegando a R$7,07 no pior momento, mínima intradia desde março de 2015.

"O anúncio reforça o momento desafiador da companhia, dado o aperto nas margens do setor de petroquímicos, enquanto tarifas de importação mais altas e a aprovação do REIQ/Presiq tornaram-se pré-requisitos para interromper o consumo de caixa em um futuro próximo", afirmaram analistas do UBS BB.

"Além disso, o anúncio se soma a várias discussões em torno da estrutura da joint venture Braskem Idesa e possíveis ajustes no portfólio", acrescentou a equipe do banco, que também publicou relatório nesta sexta-feira cortando a recomendação dos papéis da Braskem para neutra e o preço-alvo de R$15 para R$10.

Na semana passada, a agência de classificação de risco S&P reduziu a recomendação de crédito da petroquímica de "BB-" para "B+", e definiu a perspectiva em negativa.

A parceria da petroquímica no México, Braskem Idesa, já havia contratado a Lazard e outros dois escritórios de assessoria para auxiliá-la na avaliação de alternativas financeiras.

A Braskem encerrou o primeiro semestre com uma alavancagem financeira de 10,59 vezes quando medida em dólares, acima do nível de quase 8 vezes de março e do múltiplo de 6,79 vezes do final de junho de 2024.

O presidente da Braskem, Roberto Ramos, fez no início de agosto uma veemente defesa da estratégia de reestruturação da empresa, focada em troca da matéria-prima nafta por gás e produção de químicos "verdes", derivados de fontes renováveis como cana-de-açúcar e milho.

Na ocasião, o executivo afirmou que o problema da Braskem "não era tamanho da dívida", citando que a empresa não tem nenhum vencimento de curto prazo e que não era "fã de venda de ativos para amortizar dívida" ao ser questionado sobre rumores na imprensa sobre eventual venda de ativos nos Estados Unidos.

A dívida bruta corporativa encerrou o trimestre em cerca de US$8,5 bilhões, com prazo médio de 9 anos e 68% dos vencimentos a partir de 2030. Ao final de junho, a posição de caixa, excluindo a operação mexicana Braskem Idesa, era de US$1,7 bilhão, sem considerar uma linha de crédito rotativo de US$1 bilhão disponível até dezembro de 2026, segundo dados da companhia.

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