Ministro diz que é 'radicalmente contrário' a governo socorrer BRB; Alckmin diz que 'cabe ao DF'
José Guimarães disse que ficou surpreso com notícia da prisão do ex-presidente do banco
BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência, José Guimarães, afirmou que é "radicalmente contrário" ao governo federal fornecer um socorro ao Banco de Brasília (BRB), lesado por operações com o Banco Master.
O novo chefe da articulação política do governo declarou ainda que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é que as investigações do escândalo bilionário do Master sejam aprofundadas "doa a quem doer".
"Se esse assunto chegar (até mim), eu sou radicalmente contrário a socorrer o BRB", afirmou o ministro da SRI em entrevista coletiva com jornalistas no Palácio do Planalto nesta quinta-feira.
Guimarães disse ainda que ficou surpreso com a notícia da prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, realizada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta. O novo ministro da SRI comentou que acreditou que o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha também havia sido preso.
Mais tarde, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), disse que cabe ao governo do Distrito Federal opinar sobre a forma de BRB. Alckmin evitou se posicionar sobre uma eventual participação do governo federal no processo.
Ele foi questionado sobre a situação do banco em entrevista coletiva nesta quinta e se esquivou. Disse que havia um inquérito para apurar eventuais irregularidades no BRB no caso envolvendo o Banco Master e que, por se tratar de um banco ligado ao governo do Distrito Federal, cabia ao DF verificar a melhor maneira de capitalizá-lo.
"Em relação ao BRB, isso está sendo apurado pelo inquérito. O banco é estadual, então cabe ao Estado a capitalização do banco, enfim, verificar melhor a maneira de encaminhá-lo. É preciso ouvir o governo do Distrito Federal", limitou-se a dizer.
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