Braskem amplia prejuízo para R$10,28 bi no 4º tri
A Braskem registrou um prejuízo de R$10,28 bilhões no 4º trimestre de 2025, em comparação com prejuízo de R$5,65 bilhões no mesmo período de 2024, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira.
A maior petroquímica da América Latina apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda recorrente de R$589 milhões, expansão de 6% em relação ao mesmo período no ano anterior.
Já a receita líquida do grupo caiu 16%, alcançando R$16,10 bilhões. Por distribuição demográfica, 60% da receita foi proveniente do Brasil, seguida por 22% nos Estados Unidos.
O desempenho, contudo, veio abaixo das expectativas do mercado. Analistas esperavam um Ebitda recorrente de R$665 milhões e receita de R$16,9 bilhões, de acordo com dados da LSEG.
Segundo o grupo, o Ebitda recorrente foi afetado pela continuidade do ciclo de baixa prolongado da indústria global.
"A dinâmica da indústria petroquímica seguiu impactada pelas incertezas do cenário externo considerando os conflitos geopolíticos e a guerra tarifária que, combinada com a sazonalidade do período pressionou ainda mais os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional", disse.
Ao longo de 2026, o grupo espera investir R$2,6 bilhões, 31% abaixo da média histórica dos últimos seis anos, disse.
O foco dos investimentos será operacional em quase sua totalidade, com paradas programadas na central petroquímica do Rio Grande do Sul e de outras plantas de resinas no Brasil.