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Brasileiro trabalhou mais de 100h para adquirir cesta básica

Em maio, item custou mais de 50% do salário mínimo na maioria das capitais

8 jun 2021 16h02
| atualizado às 16h20
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Cesta básica em maio
Cesta básica em maio
Foto: Shutterstock / Finanças e Empreendedorismo

O mês de maio foi embora, mas deixou um presentinho nada amigável para o bolso dos brasileiros: um aumento no preço da cesta básica em 14 capitais brasileiras, conforme mostram os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada e divulgada mensalmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). 

De acordo com a pesquisa, no mês passado, a cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$636,96), seguida pela de São Paulo (R$636,40) e de Florianópolis (R$636,37). Esse top 3, em abril, foi composto pelas mesmas cidades, contudo, com as duas capitais do sul do país em posições contrárias: Florianópolis (R$634,53), São Paulo (R$632,61) e Porto Alegre (R$626,11). 

A terceira capital sulista, Curitiba, apareceu em outro ranking, o das maiores variações e, consecutivamente, maiores altas. As maiores elevações de preço publicadas na pesquisa de maio foram registradas em Natal (4,91%), Curitiba (4,33%) e Salvador (2,75%). Já as maiores quedas foram em Campo Grande (-1,92%) e Aracaju (-0,26%).

Quando comparado ao mesmo período no ano passado, todas as regiões apresentaram alta. "Comparando o custo entre maio de 2020 e maio de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento", apresenta o DIEESE. As maiores altas de um ano para o outro foram observadas em Brasília (33,36%), Campo Grande (26,28%), Porto Alegre (22,82%) e Florianópolis (21,43%).

Cesta básica x salário mínimo 

Ainda de acordo com os dados apresentados na pesquisa, quando comparamos o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, o salário mínimo após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em maio, 54,84% (média entre as 17 capitais) do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Ou seja, mais da metade do salário foi destinado às compras de supermercado.

Outro dado muito importante é com relação ao tempo de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta básica. Você tem ideia de quanto uma pessoa tem que trabalhar, no Brasil, para comprar uma cesta básica? 

Feita a relação entre o salário mínimo líquido e o tempo médio de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta, estima-se que o brasileiro, em maio, precisou de 111 horas e 37 minutos (média entre as 17 capitais) de trabalho mensais para conseguir abastecer a dispensa. Isso equivale a quase cinco dias de trabalho ininterrupto. 

Vale frisar que, em maio de 2020, o tempo necessário foi de 100 horas e 58 minutos, quase 11h a menos do que o apontado pelos dados deste ano. 

O que ficou mais caro em maio? 

Açúcar, óleo de soja, carne bovina e café em pó aumentaram em boa parte das capitais brasileiras, como mostra a pesquisa. Além destes produtos, em algumas capitais o pãozinho francês e o leite integral também tiveram aumentos consideráveis. 

Já a banana, como o próprio ditado popular já diz, foi negociado a "preço de banana" em 14 cidades, com a retração do valor chegando aos -17,68% em Brasília.

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