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Brasil tem que fazer valer diplomacia comercial e obter vantagens de acordos bilaterais, diz Haddad

Para ministro da Fazenda, País tomou a direção correta no comércio exterior, com destaque para acordo entre o Mercosul e a União Europeia

28 abr 2025 - 07h16
(atualizado às 11h13)
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 28, que o País deve manter a tração no comércio exterior e que o Brasil tomou a direção correta nesta temática, com destaque para o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

"O Brasil é uma economia grande demais para ser satélite de outra. Então, manter os canais de comércio abertos com os três grandes blocos econômicos me pareceu uma atitude muito saudável da parte do presidente Lula, inclusive diante das provocações recentes que o Brasil viveu", afirmou, durante participação no evento J. Safra Macro Day 2025.

Haddad defendeu a tese da reglobalização sustentável — de atenção à questão ambiental alinhada à questão econômica — e de fortalecimento do multilateralismo em meio às incertezas econômicas globais.

Para o chefe da equipe econômica, o momento incerto global representa uma oportunidade para o País. "É o momento de fazer valer a sua diplomacia comercial e obter vantagens importantes do ponto de vista de acordos bilaterais", disse.

Haddad mencionou que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, está liderando o processo técnico e colhendo subsídios de todos os ministérios para discutir o tema do comércio exterior, sob o respaldo de Lula no diálogo com o mundo. "Quando a incerteza é tamanha, você terá alguma prudência, embora conversas estejam acontecendo", afirmou.

Subinvestimento

O ministro afirmou que o Brasil vem "subinvestindo" há muito tempo. Ele considera, porém, que o País tem um conjunto de projetos com boas taxas de retorno que podem sair da gaveta se obtiverem sucesso com políticas que estão sendo endereçadas pelo governo. "Já tem produzido resultados concretos, mas podemos melhorar ainda mais", disse.

Haddad cita como exemplo positivo o trabalho feito pelo Ministério dos Transportes com as parcerias público-privadas (PPP) e concessões. "Nós estamos falando de 30, 35 concessões neste governo contra seis do governo anterior", salientou. "Isso é com vistas a melhorar a produtividade da economia brasileira", acrescentou. Ele ainda ressaltou que o aperfeiçoamento nas leis de PPPs e concessões podem refletir novos investimentos no País.

Haddad afirmou que irá à Califórnia nesta sexta-feira, 2, para divulgar o marco regulatório de data centers na Milken Global Conference. "Somos deficitários na balança de serviços e o Brasil é um país que detém as melhores vantagens competitivas em relação a data centers. Acredito que o lançamento dessa política vai fazer esse investimento melhorar muito", disse.

Para ele, a economia não precisa de estímulos adicionais para performar bem este ano. "Tem tudo para ser puxado pelo consumo das famílias e pelo investimento. Nós não precisamos de um impulso maior do que esse para crescer bem", afirmou.

O chefe da equipe econômica mencionou que há um conjunto de medidas micro e macroeconômicas para alavancar o investimento no País, como o Desenrola, o Marco de Garantias, o programa Acredita e, agora, o crédito consignado privado.

Proteção contra o populismo

O ministro reiterou que tem uma "confiança inabalável" de que o Brasil pode se desenvolver de forma diferente do que ocorria em anos anteriores.

"Acho que nós podemos dar um salto de qualidade com reformas sérias. Insisto em dizer que a coisa mais importante para o Brasil é reconstituir uma política de Estado. Nós temos que ter uma política de longo prazo no Brasil, mais protegida de populismo. Há uma coisa que se chama Brasil, o nosso país, e que precisa ter uma visão de longo prazo. Isso precisa ser reconstruído, até para você mexer com a esperança das pessoas", disse.

Haddad voltou a defender a proposta de reforma da renda enviada pela equipe econômica, que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e compensa com a tributação de rendas mais altas, reforçando que o Brasil precisa rever a distribuição de renda. "O Brasil não é sustentável, nem do ponto de vista político, nem do ponto de vista social, nem do ponto de vista democrático", disse.

O ministro defendeu que é preciso colocar a questão da justiça social não apenas no horizonte econômico, mas também no horizonte da sociedade que deseja construir.

Estadão
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