Brasil será taxado pelos EUA por falha no combate ao trabalho forçado; veja todos os países da lista
Medida atinge países da América, Europa, Ásia, África e Oriente Médio e ainda será debatida em audiência pública
O governo dos Estados Unidos propôs a aplicação de novas tarifas sobre produtos importados de 60 economias sob a alegação de que esses países não adotam medidas suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A proposta prevê sobretaxas de 10% e 12,5%, dependendo do nível de controle considerado adequado por Washington. O Brasil está entre os países enquadrados na alíquota mais alta.
Segundo o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), a medida busca pressionar parceiros comerciais a reforçar mecanismos de fiscalização e restrições à importação de produtos associados ao trabalho forçado. O órgão argumenta que a ausência desses controles cria condições desiguais de concorrência para trabalhadores e empresas americanas.
As economias afetadas foram divididas em dois grupos. A tarifa adicional de 10% seria aplicada a países e blocos que, na avaliação do governo americano, já adotam algum tipo de proibição à importação desses produtos ou assumiram compromissos formais para combater a prática. Nessa categoria estão países como Argentina, Canadá, México, Reino Unido, Taiwan além da União Europeia.
Já a sobretaxa de 12,5% atingiria as demais economias investigadas, incluindo Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Arábia Saudita, Austrália, Chile, Israel e Vietnã. Para o USTR, esses países não possuem mecanismos considerados eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
O anúncio já era esperado por empresários brasileiros, como mostrou o Estadão. Caso seja aplicada, a cobrança, de 12,5% no caso do Brasil, se somaria aos 25% anunciados um dia antes propostos após a conclusão da investigação sobre "práticas incoerentes" do País com os EUA.
Confira a lista completa dos países e blocos econômicos incluídos na nova proposta americana:
- África do Sul (12,5%)
- Angola (12,5%)
- Argélia (12,5%)
- Arábia Saudita (12,5%)
- Argentina (10%)
- Austrália (12,5%)
- Bahamas (12,5%)
- Bahrein (12,5%)
- Bangladesh (10%)
- Brasil (12,5%)
- Camboja (10%)
- Canadá (10%)
- Catar (12,5%)
- Cazaquistão (12,5%)
- Chile (12,5%)
- China (12,5%)
- Colômbia (12,5%)
- Coreia do Sul (12,5%)
- Costa Rica (12,5%)
- Egito (12,5%)
- El Salvador (10%)
- Emirados Árabes Unidos (12,5%)
- Equador (10%)
- Filipinas (12,5%)
- Guatemala (10%)
- Guiana (12,5%)
- Honduras (12,5%)
- Hong Kong (12,5%)
- Índia (12,5%)
- Indonésia (10%)
- Iraque (12,5%)
- Israel (12,5%)
- Japão (12,5%)
- Jordânia (12,5%)
- Kuwait (12,5%)
- Líbia (12,5%)
- Malásia (10%)
- México (10%)
- Marrocos (12,5%)
- Nicarágua (12,5%)
- Nigéria (12,5%)
- Noruega (12,5%)
- Nova Zelândia (12,5%)
- Omã (12,5%)
- Paquistão (10%)
- Peru (12,5%)
- Reino Unido (10%)
- República Dominicana (12,5%)
- Rússia (12,5%)
- Singapura (12,5%)
- Sri Lanka (12,5%)
- Suíça (12,5%)
- Tailândia (12,5%)
- Taiwan (10%)
- Trinidad e Tobago (12,5%)
- Turquia (12,5%)
- União Europeia (10%)
- Uruguai (12,5%)
- Venezuela (12,5%)
- Vietnã (12,5%)
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