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Brasil será taxado pelos EUA por falha no combate ao trabalho forçado; veja todos os países da lista

Medida atinge países da América, Europa, Ásia, África e Oriente Médio e ainda será debatida em audiência pública

3 jun 2026 - 09h51
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O governo dos Estados Unidos propôs a aplicação de novas tarifas sobre produtos importados de 60 economias sob a alegação de que esses países não adotam medidas suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A proposta prevê sobretaxas de 10% e 12,5%, dependendo do nível de controle considerado adequado por Washington. O Brasil está entre os países enquadrados na alíquota mais alta.

Segundo o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), a medida busca pressionar parceiros comerciais a reforçar mecanismos de fiscalização e restrições à importação de produtos associados ao trabalho forçado. O órgão argumenta que a ausência desses controles cria condições desiguais de concorrência para trabalhadores e empresas americanas.

As economias afetadas foram divididas em dois grupos. A tarifa adicional de 10% seria aplicada a países e blocos que, na avaliação do governo americano, já adotam algum tipo de proibição à importação desses produtos ou assumiram compromissos formais para combater a prática. Nessa categoria estão países como Argentina, Canadá, México, Reino Unido, Taiwan além da União Europeia.

Já a sobretaxa de 12,5% atingiria as demais economias investigadas, incluindo Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Arábia Saudita, Austrália, Chile, Israel e Vietnã. Para o USTR, esses países não possuem mecanismos considerados eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

O anúncio já era esperado por empresários brasileiros, como mostrou o Estadão. Caso seja aplicada, a cobrança, de 12,5% no caso do Brasil, se somaria aos 25% anunciados um dia antes propostos após a conclusão da investigação sobre "práticas incoerentes" do País com os EUA.

Confira a lista completa dos países e blocos econômicos incluídos na nova proposta americana:

  1. África do Sul (12,5%)
  2. Angola (12,5%)
  3. Argélia (12,5%)
  4. Arábia Saudita (12,5%)
  5. Argentina (10%)
  6. Austrália (12,5%)
  7. Bahamas (12,5%)
  8. Bahrein (12,5%)
  9. Bangladesh (10%)
  10. Brasil (12,5%)
  11. Camboja (10%)
  12. Canadá (10%)
  13. Catar (12,5%)
  14. Cazaquistão (12,5%)
  15. Chile (12,5%)
  16. China (12,5%)
  17. Colômbia (12,5%)
  18. Coreia do Sul (12,5%)
  19. Costa Rica (12,5%)
  20. Egito (12,5%)
  21. El Salvador (10%)
  22. Emirados Árabes Unidos (12,5%)
  23. Equador (10%)
  24. Filipinas (12,5%)
  25. Guatemala (10%)
  26. Guiana (12,5%)
  27. Honduras (12,5%)
  28. Hong Kong (12,5%)
  29. Índia (12,5%)
  30. Indonésia (10%)
  31. Iraque (12,5%)
  32. Israel (12,5%)
  33. Japão (12,5%)
  34. Jordânia (12,5%)
  35. Kuwait (12,5%)
  36. Líbia (12,5%)
  37. Malásia (10%)
  38. México (10%)
  39. Marrocos (12,5%)
  40. Nicarágua (12,5%)
  41. Nigéria (12,5%)
  42. Noruega (12,5%)
  43. Nova Zelândia (12,5%)
  44. Omã (12,5%)
  45. Paquistão (10%)
  46. Peru (12,5%)
  47. Reino Unido (10%)
  48. República Dominicana (12,5%)
  49. Rússia (12,5%)
  50. Singapura (12,5%)
  51. Sri Lanka (12,5%)
  52. Suíça (12,5%)
  53. Tailândia (12,5%)
  54. Taiwan (10%)
  55. Trinidad e Tobago (12,5%)
  56. Turquia (12,5%)
  57. União Europeia (10%)
  58. Uruguai (12,5%)
  59. Venezuela (12,5%)
  60. Vietnã (12,5%)
Estadão
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