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Brasil gera 165,8 mil vagas de emprego formal em agosto, aponta Caged

No acumulado do ano, foram gerados 1.134.033 novos postos com carteira assinada, menor saldo para o período desde 2020

29 set 2026 - 16h29
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Resumo
O Brasil gerou 165.827 empregos formais em agosto, superando as expectativas do mercado, segundo dados do Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho. Apesar do avanço, puxado pelo setor de serviços e pelo estado de São Paulo, o resultado é o segundo pior para o mês desde 2020. No acumulado do ano, a criação de 1,13 milhão de vagas representa queda de 25,2% frente a 2025, o menor saldo para o período desde a pandemia, indicando desaceleração na atividade econômica devido a fatores como juros altos.

BRASÍLIA - O mercado de trabalho brasileiro abriu 165.827 postos de trabalho em agosto, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Foi o segundo pior resultado para o mês desde o começo da série do Novo Caged (iniciada em 2020), sendo superado apenas por agosto de 2025 (quando o saldo foi de 154.683).

O saldo do mês passado é resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Em julho, o saldo foi positivo em 55.915 vagas, já incorporando os ajustes na série. Em agosto de 2025, o saldo foi de 154.683 novos postos de trabalho.

Os cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas tiveram criação de novos postos de trabalho em agosto, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira.

O resultado global - criação líquida de 165.827 novos postos - ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 93.486 vagas.

Como de costume, o saldo mais positivo foi registrado no setor de serviços, que abriu 110.346 vagas em agosto. Em seguida, aparecem construção (20.848), indústria (16.613), comércio (16.565) e agropecuária (1.452).

Unidades da Federação

Em agosto, 24 das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo no mercado de trabalho. Lideram o ranking, em números absolutos, São Paulo (42.533 vagas), Rio de Janeiro (20.886) e Pernambuco (13.428). Na ponta oposta, aparecem Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287).

O salário médio real de admissão passou de R$ 2.411,48 em julho para R$ 2.410,74 em agosto, uma redução de R$ 0,74 (-0,03%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o salário de agosto de 2026 aumentou R$ 24,31 (1,02%).

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, foram gerados 1.134.033 novos postos de trabalho. Este é o menor saldo do Caged para o período desde 2020, quando foram fechados 1.075.273 postos formais de trabalho entre janeiro e agosto, em meio à pandemia de covid-19.

Na comparação com janeiro a agosto de 2025, o resultado representa uma queda de 25,2% (foram gerados naquele período do ano passado 1.516.881 postos).

No acumulado do ano, os cinco grandes setores da atividade tiveram saldos positivos: serviços (697.859), construção (200.431), indústria (170.442), agropecuária (56.024) e comércio (9.300).

São Paulo é o Estado com mais postos formais criados em números absolutos, com saldo positivo de 306.883 no acumulado do ano. Em seguida, aparecem Minas Gerais (123.176) e Rio de Janeiro (77.670).

Na outra ponta, os menores saldos acumulados no ano são Alagoas (-3.216), Rondônia (2.397) e Roraima (2.565).

O ministro do Ministério Trabalho e Emprego em exercício, Francisco Macena, disse que o resultado do Novo Caged de agosto surpreendeu a todos, inclusive o mercado, que estava pessimista.

Macena afirmou que o resultado do mês passado mostra que o emprego no País continua em crescimento, embora em velocidade menor do que a de 2025 e ao que o governo esperava."O que percebemos é que o emprego continua crescendo. Os dados de agosto mostram isso, apesar de ir em um ritmo inferior ao do ano passado e inferior ao que a gente teria como expectativa se alguns aspectos da economia não fossem esses que vivenciamos", diz, acrescentando que "juros altos, tarifaço e outras questões", que mês a mês, são apontados como freios para a atividade.

Estadão
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