Brasil bate recorde histórico de exportação de petróleo em setembro com produção em alta
Em setembro, o Brasil atingiu recorde histórico na exportação de petróleo, somando 11,7 milhões de toneladas e gerando receita de US$ 6,5 bilhões. O avanço de 42,2% no volume foi impulsionado pela alta produção no pré-sal, sobretudo nos campos de Búzios e Mero. Além disso, a forte demanda global e as tensões no Oriente Médio elevaram o preço internacional da commodity, beneficiando o país como fornecedor alternativo em um mercado mais apertado.
As exportações de petróleo do Brasil atingiram recorde histórico em setembro, somando 11,7 milhões de toneladas, impulsionadas pelo aumento da produção nacional e por uma demanda internacional aquecida, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta terça-feira.
O recorde confirma a tendência já apontada por dados preliminares, conforme reportagem da Reuters.
O volume embarcado superou o recorde anterior de 11 milhões de toneladas, registrado em março de 2023, marcando o maior patamar mensal já observado na série da Secex.
Na comparação com setembro de 2025, as exportações avançaram 42,2% em volume, enquanto a receita com as vendas externas de petróleo saltou 77,3%, para cerca de US$6,5 bilhões.
O desempenho foi sustentado por uma combinação de produção recorde no Brasil e preços mais elevados no mercado internacional.
Segundo a Secex, o preço médio de exportação do petróleo brasileiro alcançou US$556 por tonelada em setembro, alta de 24,7% sobre um ano antes.
Os embarques também foram beneficiados por um mercado internacional mais apertado. As tensões envolvendo o Irã e os riscos ao fluxo de petróleo e combustíveis pelo Estreito de Ormuz impulsionaram os preços globais da commodity e favoreceram fornecedores alternativos, incluindo o Brasil.
A produção brasileira de petróleo tem sido sustentada pelo avanço dos campos do pré-sal, especialmente Búzios e Mero, na Bacia de Santos. Em agosto, a produção nacional já alcançou recorde pelo terceiro mês consecutivo, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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