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Brasil abre 249.388 vagas formais de trabalho em agosto, bem acima do esperado

30 set 2020
14h39
atualizado às 15h15
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O Brasil abriu 249.388 vagas formais de trabalho em agosto, surpreendendo positivamente pelo segundo mês consecutivo sob o amparo do programa do governo que concede um benefício a trabalhadores que tiveram contrato de trabalho suspenso ou jornada reduzida.O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Economia, veio bem acima da criação líquida de 122.447 postos projetada por analistas em pesquisa Reuters.

Homem mostra carteira de trabalho enquanto aguarda em fila de emprego em São Paulo
29/03/2019
REUTERS/Amanda Perobelli
Homem mostra carteira de trabalho enquanto aguarda em fila de emprego em São Paulo 29/03/2019 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

Este também foi o melhor agosto para o país desde 2010, quando foram criadas 299.415 vagas.

Desta vez, o Caged contou com dados positivos nos cinco setores pesquisados, incluindo o de serviços, que, mais atingido pela crise do coronavírus, seguia no vermelho até então.

A dianteira ficou com a indústria, com abertura de 92.893 postos em agosto. Em seguida aparecem os setores da construção (+50.489), comércio (+49.408), serviços (+45.412) e agropecuária (+11.213).

Em julho, o Caged já havia interrompido quatro meses de dados negativos com a ajuda de bons números na indústria e na construção, mas com perdas no setor de serviços.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, foram fechadas 849.387 vagas, num reflexo dos impactos sobre a atividade com a pandemia de Covid-19. No mesmo período de 2019, 593.467 vagas haviam sido abertas.

Mais uma vez, o ministério atribuiu o desempenho positivo do mês ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que permite redução temporária de salário e jornada ou a suspensão do contrato de trabalho, com o pagamento de compensação parcial pelo governo aos trabalhadores. Esse benefício, batizado de BEM, corresponde a uma parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito em caso de demissão. Hoje, o seguro desemprego varia de um salário mínimo (1.045 reais) a 1.813,03 reais.

Até 18 de setembro, o BEM permitiu 18,4 milhões de acordos entre empregados e empregadores no Brasil, ao custo de 25,5 milhões de reais.

O orçamento total do programa é de 51,6 bilhões de reais.

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